DF tem a maior taxa de sindicalização do país: 16,3% dos ocupados, quase o dobro da média
Pesquisa anual do IBGE mostra 256 mil filiados a sindicato no DF, 16,3% dos ocupados, contra 8,8% na média nacional. Veja o ranking por estado.

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O Distrito Federal tem a maior taxa de sindicalização do Brasil. São 16,3% dos trabalhadores ocupados filiados a sindicato em 2025, contra 8,8% na média nacional, segundo a PNAD Contínua divulgada nesta quarta-feira (23) pelo IBGE.
O dado vem do módulo anual de características adicionais do mercado de trabalho, que o instituto publicou às 10h. É a primeira vez desde 2017 que o DF volta a passar dos 16%.
Quantos trabalhadores do DF são filiados a sindicato?
São 256 mil pessoas, de um total de 1,573 milhão de ocupados na capital federal. Em 2024, eram 169 mil, ou 11,5% dos ocupados. O DF ganhou 87 mil sindicalizados em um ano, enquanto o país inteiro ganhou 23 mil.
A diferença entre homens e mulheres é pequena no DF. Eles somam 16,7% e elas, 15,8%. Nas duas faixas o índice local fica acima do dobro da média brasileira.
Por que a taxa do DF é quase o dobro da nacional?
A explicação está na composição do emprego local. O IBGE mede a sindicalização por categoria de emprego. O empregado do setor público, incluindo servidor estatutário e militar, tem taxa de 18,4% no país. No setor privado com carteira assinada, cai para 11,3%.
Na ponta de baixo ficam quem trabalha sem carteira (3,3%) e o trabalhador doméstico (2,4%). Entre os empregadores, a taxa é de 7,0%. Entre os que trabalham por conta própria, 5,1%.
O DF concentra a maior proporção de servidores públicos do país, entre federais e distritais. É essa base que puxa o índice local para cima. Quem quiser conferir a própria situação funcional pode ver como o servidor do GDF acessa o contracheque no portal da secretaria.

Quais estados têm as maiores e as menores taxas
A tabela abaixo traz as cinco unidades da federação com maior filiação sindical e as três com menor, em 2025:
| Posição | Unidade da federação | Taxa 2025 | Taxa 2024 |
|---|---|---|---|
| 1º | Distrito Federal | 16,3% | 11,5% |
| 2º | Piauí | 15,4% | 13,9% |
| 3º | Maranhão | 12,2% | 11,7% |
| 4º | Rio Grande do Sul | 11,9% | 12,6% |
| 5º | Rio Grande do Norte | 10,4% | 10,0% |
| 25º | Roraima | 5,1% | 6,9% |
| 26º | Amapá | 5,0% | 6,0% |
| 27º | Amazonas | 4,7% | 5,5% |
| - | Brasil | 8,8% | 8,9% |
Goiás, vizinho do DF e destino de parte da mão de obra do entorno, aparece com 6,0%. São Paulo, o maior mercado de trabalho do país, tem 10,1%, abaixo do índice de 2024.
O que aconteceu com o sindicalismo desde 2012
A série começou em 2012 e mostra queda longa. No Brasil, a taxa saiu de 16,1% naquele ano para 8,8% agora. Ou seja, a filiação sindical caiu quase pela metade em 13 anos.
No DF a trajetória foi parecida, mas com virada recente. O índice local era de 21,5% em 2012, caiu para 12,6% em 2019 e chegou ao piso de 11,0% em 2022. De lá para cá subiu em dois dos três anos medidos.
O IBGE não coletou o módulo em 2020 e 2021 por causa da pandemia, o que abre um vão na série.
O que o número não diz
A PNAD é uma pesquisa por amostra, e o recorte por unidade da federação tem margem de erro maior que o nacional. O coeficiente de variação da taxa do DF em 2025 é de 7,1%, segundo a própria tabela do IBGE. Na prática, o valor real oscila alguns décimos para cima ou para baixo.
A pesquisa também não pergunta a qual sindicato a pessoa é filiada nem se ela paga contribuição. Ela registra apenas a associação declarada pelo entrevistado na semana de referência.
Outro dado do mesmo levantamento: o nível de ocupação no país ficou em 59,1% em 2025, o maior da série iniciada em 2012. No total, 9,089 milhões de brasileiros se declararam filiados a sindicato.
Onde consultar os dados
As tabelas completas estão abertas no SIDRA, o banco de dados do IBGE, na tabela 7106, com recorte por sexo, unidade da federação e ano. A taxa por categoria do emprego está na tabela 8677.
Quem for procurar emprego formal no DF encontra o passo a passo da carteira de trabalho digital e de como consultar os contratos registrados. O próximo módulo anual da PNAD Contínua, com rendimento de todas as fontes, tem divulgação prevista pelo IBGE ainda neste semestre.






