O Senado rejeitou a indicação de Jorge Messias para uma vaga no Supremo Tribunal Federal. O placar foi de 42 votos contra e 34 a favor. Para ser aprovado, o indicado precisava de pelo menos 41 votos favoráveis. Não alcançou.
O resultado tem peso histórico. É a primeira vez em mais de 130 anos que o Senado rejeita um nome indicado ao Supremo. O episódio quebra uma sequência longa de aprovações e entra para o registro institucional do país.
Como funciona a indicação ao STF
Os ministros do Supremo são escolhidos pelo presidente da República. Mas a nomeação não é automática. O nome indicado passa por sabatina e por votação no Senado. Sem a aprovação dos senadores, a indicação não avança.
Foi exatamente nessa etapa que a escolha travou. A maioria dos votos foi contrária, e o número de apoios ficou abaixo do mínimo exigido.
O que vem agora
Com a rejeição, a vaga no Supremo continua a depender de uma nova indicação. O presidente Lula afirmou que pretende indicar Messias novamente.
O episódio ocorre em meio a um momento de tensão entre o governo e o Congresso, em ano eleitoral. O presidente da Câmara é Hugo Motta (Republicanos-PB) e o do Senado é Davi Alcolumbre (União-AP).
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