Níveis da conta gov.br: como subir para ouro com o QR code da CIN
Passo a passo gratuito para levar a conta gov.br ao nível ouro pelo QR code da CIN, o que cada nível libera e a portaria que fixa a regra.

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Subir o nível da conta gov.br é gratuito e, para quem já tem a Carteira de Identidade Nacional (CIN) em mãos, leva menos de cinco minutos: basta abrir o aplicativo, tocar em "Aumentar nível", ler o QR code impresso no documento e fazer o reconhecimento facial.
O Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI) divulgou em 24 de setembro de 2026 o tamanho da fila que ainda não fez isso. Das 64 milhões de pessoas que já emitiram a CIN, 52 milhões têm conta na plataforma gov.br e 30 milhões já chegaram ao nível ouro. Sobram 22 milhões que poderiam subir de nível hoje e não subiram: 6 milhões estão no prata e 16 milhões seguem no bronze, o degrau mais baixo.
A plataforma inteira soma mais de 178 milhões de usuários e dá acesso a mais de 5 mil serviços digitais federais e 8,3 mil estaduais, segundo o ministério. O nível da conta é o que decide quais desses serviços abrem para você.

O que muda em cada nível
Os três níveis não são invenção do aplicativo. Eles estão fixados na Portaria SGD/MGI nº 11.229, de 12 de dezembro de 2025, publicada no Diário Oficial da União de 16 de dezembro (edição 239, seção 1, página 111). A norma entrou em vigor 180 dias depois, em junho de 2026, e revogou a portaria anterior sobre o tema, a 10.863/2025.

O artigo 3º da portaria define como cada nível é obtido e o artigo 5º define como é o login em cada um. No bronze, a autenticação é de fator único, ou seja, só a senha. No prata e no ouro, é obrigatória a autenticação multifator. A diferença entre esses dois está na prova de identidade: o prata aceita validação por provedor de identidade ou biometria comum; o ouro exige validação biométrica em base do governo com registros deduplicados, ou certificado digital ICP-Brasil.
Há ainda uma regra que explica por que alguns serviços recusam a sua conta: o parágrafo 2º do artigo 3º determina que o nível exigido para cada serviço público seja compatível com o risco do serviço. É por isso que consultar o extrato do FGTS pede menos do que assinar um documento.
Como subir para o ouro com o QR code da CIN
Este é o caminho mais rápido para quem já recebeu a nova identidade. O passo a passo divulgado pelo MGI tem quatro etapas:
- Abra o aplicativo gov.br no celular;
- Toque em "Aumentar nível";
- Leia, pelo próprio aplicativo, o QR code impresso na sua CIN;
- Faça o reconhecimento facial, em local bem iluminado e com o celular na altura dos olhos.
Não há taxa em nenhuma etapa. O governo não cobra para validar identidade nem para conceder selo de confiabilidade, e não existe aplicativo pago que faça isso por você.
Quem ainda não tem a CIN: os outros caminhos
A CIN não é o único atalho. A página oficial da conta gov.br lista outras três rotas para elevar o nível: o reconhecimento facial comparado com a base da Carteira Nacional de Habilitação, a validação por banco credenciado em que você já tenha conta e o certificado digital de pessoa física. A validação pela base da Justiça Eleitoral também continua disponível para chegar ao prata.
Se a primeira tentativa falhar, o aplicativo costuma permitir repetir. Vale abrir a área de selos de confiabilidade para ver quais opções estão liberadas para o seu CPF antes de insistir em uma rota que o sistema não oferece no seu caso.
Como tirar a CIN no Distrito Federal
No DF, a emissão é feita pela Polícia Civil, com agendamento prévio, e a primeira via é gratuita. É preciso levar a certidão de nascimento ou de casamento no dia marcado. O passo a passo completo, inclusive para bebês e crianças, está em como agendar e tirar a Carteira de Identidade Nacional no DF.
A CIN também permite inserir, na versão digital, os números de outros documentos: Carteira de Trabalho, título de eleitor, CNH, identidade funcional e certificado militar. Dá para registrar tipo sanguíneo com fator RH e a condição de doador de órgãos. A validade é de cinco anos para crianças de até 12 anos incompletos, de dez anos para quem tem de 12 a 60 anos incompletos e indeterminada para idosos.
Ligue a verificação em duas etapas
Subir de nível aumenta o acesso, mas quem protege a conta no dia a dia é a verificação em duas etapas, na seção "Segurança da Conta" do aplicativo. Com ela ativa, o sistema pede um código gerado no app a cada novo acesso. É possível marcar aparelhos e navegadores confiáveis para não repetir o código sempre, e conferir na mesma tela todos os dispositivos autorizados.
A ferramenta também serve para recuperar o acesso quando o celular é perdido ou trocado, desde que você tenha cadastrado um e-mail de recuperação. O artigo 6º da portaria coloca essa proteção como responsabilidade do próprio titular, junto com o dever de guardar as credenciais e não emprestar a conta, que é pessoal e intransferível.
Com a conta no ouro, o passo seguinte costuma ser a assinatura eletrônica, que substitui o reconhecimento de firma em cartório em vários processos: veja como assinar documentos de graça pela assinatura digital gov.br. Quem ainda não tem conta começa por criar a conta gov.br e só depois eleva o nível. A regra atualizada está na Portaria SGD/MGI nº 11.229/2025, no Diário Oficial da União, e o resumo oficial, na página da conta gov.br.
Perguntas frequentes
Subir o nível da conta gov.br tem custo?
Não. Elevar a conta para prata ou ouro é gratuito, pelo aplicativo ou pelo portal gov.br. O governo não cobra taxa para validação de identidade nem para conceder os selos de confiabilidade.
Dá para chegar ao ouro sem ter CNH?
Sim. Além do reconhecimento facial comparado à base da habilitação, a Portaria SGD/MGI 11.229/2025 admite o certificado digital ICP-Brasil e a validação biométrica em base do governo, que é o caso do QR code da Carteira de Identidade Nacional.
Como vejo qual é o nível da minha conta?
Abra a seção de selos de confiabilidade, nas configurações do aplicativo gov.br. Ali aparece se a conta está em bronze, prata ou ouro e quais validações já foram feitas.
Qual nível preciso para assinar documentos?
O artigo 8º da portaria remete ao Decreto 10.543/2020 e à Portaria SGD/MGI 11.230/2025, que fixam o nível mínimo conforme o tipo de assinatura. Na prática, manter a conta no ouro libera a assinatura eletrônica sem travas.






