qua, 7 out
Justiça

Lindbergh acusa deputado Gaspar de crimes sexuais e leva caso à PF

Deputado do PT apresentou gravações e documentos à Polícia Federal acusando Alfredo Gaspar de estupro de vulnerável e pedofilia. Gaspar nega e promete ações judiciais.

Por Redação Sou Brasília 2 min de leitura
Fachada do Congresso Nacional, sede da Camara dos Deputados, em Brasilia
Neste texto3 tópicos
  1. As acusações
  2. Defesa de Gaspar
  3. Contexto político

O deputado federal Lindbergh Farias (PT-RJ) compareceu à sede da Polícia Federal em Brasília para formalizar acusações graves contra o colega Alfredo Gaspar (União-AL), relator da CPMI do INSS. Lindbergh acusa Gaspar de estupro de vulnerável, pedofilia, trabalho escravo e tentativas de suborno.

As acusações

Segundo Lindbergh, os crimes teriam sido cometidos contra uma jovem que hoje tem 21 anos e é mãe de uma filha de 8. De acordo com a denúncia, o abuso teria começado quando a vítima tinha apenas 13 anos de idade.

O petista afirma ter apresentado à PF gravações e documentos que comprovariam os crimes. A denúncia também menciona transações financeiras suspeitas: uma de R$ 70 mil e outra de R$ 400 mil, que seriam tentativas de comprar o silêncio da vítima.

“Nós não temos medo. Ele vai encarar a verdade”, declarou Lindbergh após deixar a PF.

Defesa de Gaspar

Alfredo Gaspar reagiu com veemência e classificou as acusações como “falsas, levianas e absolutamente irresponsáveis”. O deputado alagoano anunciou que tomará medidas judiciais contra Lindbergh e a senadora Soraya Thronicke (Podemos-MS), que também endossou as denúncias.

Gaspar prometeu processos por calúnia e difamação e disse que provará sua inocência nos tribunais.

Contexto político

O embate ocorre no meio dos trabalhos da CPMI do INSS, da qual Gaspar é relator. A oposição alega que as acusações são uma tentativa de desacreditar o relator para enfraquecer a investigação. Já aliados de Lindbergh sustentam que os fatos são graves e exigem apuração imediata.

A corregedoria da PF analisa a competência para investigar o caso. O Conselho de Ética da Câmara também pode ser acionado.

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