A Justiça Federal autorizou a quebra de sigilo bancário e fiscal, além do bloqueio de até R$ 47 milhões em bens e ativos financeiros relacionados ao CEO do Grupo Fictor, no âmbito de uma investigação conduzida pela Polícia Federal.
A medida integra uma operação que apura um esquema de fraudes bancárias de grande escala, com prejuízos que podem ultrapassar R$ 500 milhões.
Operação investiga esquema milionário contra banco público
De acordo com as autoridades, a investigação aponta a existência de uma organização estruturada voltada para fraudes contra a Caixa Econômica Federal.
O grupo teria atuado com a participação de funcionários do sistema financeiro, que inseriam dados falsos para viabilizar transferências e saques irregulares.
Além disso, empresas de fachada eram utilizadas para movimentar os valores obtidos ilegalmente, dificultando o rastreamento do dinheiro.
Quebra de sigilo atinge dezenas de pessoas e empresas
A decisão judicial não se limita ao CEO investigado. Ao todo, foi autorizada a quebra de sigilo de dezenas de pessoas físicas e centenas de empresas ligadas ao caso.
As medidas visam ampliar o rastreamento financeiro e identificar a origem e o destino dos recursos envolvidos no esquema.
Bloqueio de bens busca enfraquecer estrutura do grupo
O bloqueio de até R$ 47 milhões inclui imóveis, veículos e ativos financeiros. A ação tem como objetivo interromper o fluxo de dinheiro e reduzir a capacidade operacional do grupo investigado.
Segundo as autoridades, essa estratégia é essencial para evitar a ocultação de patrimônio e garantir eventual ressarcimento aos cofres públicos.
Investigados podem responder por diversos crimes
Os envolvidos podem ser responsabilizados por crimes como organização criminosa, estelionato, lavagem de dinheiro, corrupção e delitos contra o sistema financeiro nacional.
Caso haja condenação, as penas somadas podem ultrapassar décadas de prisão, conforme apontam as investigações.








