O Governo do Distrito Federal anunciou a ocupação do Centro Administrativo do DF (CAD-DF), conhecido como Centrad, em Taguatinga, e projeta economia de R$ 1 bilhão em 60 meses com o fim do pagamento de aluguéis de imóveis usados por órgãos públicos. A decisão foi detalhada pela governadora Celina Leão, que classificou a medida como histórica. A mudança será gradual, com prazo de até 90 dias para a primeira fase e ocupação inicial de 31% do espaço.
Construído há mais de dez anos para ser o principal centro administrativo do GDF, o Centrad foi concluído em 2014, mas nunca chegou a ser plenamente ocupado. A retomada do uso do prédio é apresentada pela gestão como forma de aproveitar uma estrutura já existente e cortar despesa recorrente com locação de imóveis no Plano Piloto e em outras regiões.
Economia vem do fim dos aluguéis
O R$ 1 bilhão projetado corresponde, sobretudo, à redução de gastos com locação de imóveis atualmente utilizados por secretarias e órgãos. Ao concentrar equipes em um espaço próprio, o governo deixa de pagar aluguel em vários endereços.
“A decisão de ocupar o Centrad é histórica”, afirmou Celina Leão, ao destacar que a medida representa respeito ao cidadão por aproveitar a infraestrutura já disponível.
Para adequar cada bloco na primeira fase, o GDF prevê investir cerca de R$ 1,8 milhão por bloco ocupado. A conta considera ajustes necessários antes da chegada das equipes.
Quais órgãos mudam primeiro
A transferência será escalonada. Na primeira leva, devem se mudar para o Centrad:
- Secretaria de Obras
- Secretaria de Desenvolvimento Urbano e Habitação (Seduh)
- Secretaria de Governo
- Secretaria de Meio Ambiente
- Secretaria de Transporte e Mobilidade (Semob)
- DF Legal
- Casa Militar
- Casa Civil
- Gabinete da governadora
A ocupação do prédio também tem impacto para a economia local. A chegada de servidores a Taguatinga tende a aquecer o comércio e os serviços da região, com efeito estendido a Ceilândia e cidades próximas, que passam a receber fluxo diário de trabalhadores.
Para viabilizar a mudança e o aumento do movimento na área, o governo estuda intervenções complementares de mobilidade, como melhorias na rodoviária e no acesso viário ao entorno do Centrad. A lógica é que o deslocamento de servidores do Plano Piloto para Taguatinga ocorra em sentido contrário ao fluxo de pico, ajudando a aliviar o trânsito nos horários de maior movimento.
Ao trocar aluguel por prédio próprio, o GDF busca combinar corte de despesa com um efeito de desenvolvimento para uma das regiões mais populosas do DF. A expectativa é que, concluídas todas as fases, o Centrad concentre boa parte da estrutura administrativa do governo.
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