França, Itália e Espanha barram EUA e Israel em operações contra o Irã

abril 1, 2026

França, Itália e Espanha fecharam o espaço aéreo e negaram o uso de bases militares para operações dos Estados Unidos e Israel contra o Irã. A decisão dos três países europeus aprofunda a crise dentro da OTAN e expõe as divisões transatlânticas em torno do conflito no Oriente Médio.

O que cada país fez

A França negou o sobrevoo de aviões israelenses carregados com suprimentos militares americanos em seu território. A Itália impediu o pouso de bombardeiros dos EUA na base aérea de Sigonella, na Sicília, alegando que os americanos não solicitaram autorização conforme exigem os tratados bilaterais.

Já a Espanha foi além e fechou formalmente seu espaço aéreo para qualquer aeronave envolvida nas operações contra o Irã. A ministra da Defesa, Margarita Robles, declarou que as bases no território espanhol só podem ser utilizadas para “defesa coletiva” da OTAN, e não para operações ofensivas unilaterais.

Reação furiosa de Trump

O presidente dos EUA, Donald Trump, reagiu com fúria nas redes sociais. No Truth Social, atacou especificamente a França: “A França não permitiu que aviões sobrevoassem o território francês. A França tem sido MUITO INÚTIL”.

Trump também classificou os aliados europeus como “covardes” e questionou a utilidade da aliança militar ocidental. As declarações elevam a tensão diplomática entre Washington e as principais capitais europeias.

Contexto do conflito

A guerra entre EUA-Israel e Irã está em andamento desde 28 de fevereiro de 2026. As operações militares americanas dependem de bases e rotas aéreas na Europa para projetar poder sobre o Oriente Médio.

A recusa dos três países europeus representa um obstáculo logístico significativo e sinaliza que a OTAN está longe de ter consenso sobre o envolvimento no conflito iraniano.

Impacto geopolítico

A posição da Europa reforça o isolamento diplomático dos EUA na condução do conflito com o Irã. Para o Brasil, que mantém posição de neutralidade, o cenário abre espaço para mediação e reforça a importância do diálogo multilateral na resolução de conflitos internacionais.