Desemprego cai a 5,6% e é o menor para o trimestre até maio desde 2012

junho 30, 2026
Desemprego cai a 5,6% e é o menor para o trimestre até maio desde 2012

A taxa de desemprego do país ficou em 5,6% no trimestre encerrado em maio, o menor resultado já registrado para esse período desde o início da série histórica, em 2012. O dado da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua) foi divulgado pelo IBGE na sexta-feira (26).

O índice recuou na comparação com o trimestre anterior, de dezembro de 2025 a fevereiro de 2026, quando havia ficado em 5,8%. Frente ao mesmo trimestre de 2025, a queda foi ainda mais expressiva: a taxa era de 6,2% um ano antes.

Com o resultado, a PNAD encontrou 6,1 milhões de pessoas em busca de trabalho no país. É um contingente que segue elevado em números absolutos, mas o menor em termos proporcionais para um trimestre até maio em toda a série.

Renda estável e menos subutilização

Além da queda no desemprego, a pesquisa mostrou melhora em outros indicadores do mercado de trabalho. A taxa de subutilização, que reúne desempregados, subocupados por insuficiência de horas e a força de trabalho potencial, recuou de 14,1% para 13,3% na passagem entre os trimestres.

O rendimento médio real habitual da população ocupada chegou a R$ 3.726, o que representa estabilidade no período. A manutenção da renda em patamar elevado, combinada com o recorde de baixa no desemprego, ajuda a sustentar o consumo das famílias.

Resumo dos números do trimestre:

  • Taxa de desemprego: 5,6%
  • Trimestre anterior: 5,8%
  • Mesmo trimestre de 2025: 6,2%
  • Pessoas em busca de trabalho: 6,1 milhões
  • Subutilização: 13,3%
  • Rendimento médio: R$ 3.726

O resultado da PNAD reforça o retrato de um mercado de trabalho aquecido, ainda que outros indicadores, como o Caged, tenham mostrado desaceleração na geração de vagas formais nos últimos meses. A pesquisa domiciliar capta um universo mais amplo, que inclui trabalhadores informais e por conta própria, e por isso costuma apresentar leitura diferente do saldo de carteira assinada.

O emprego resistente é uma das faces do desafio da política monetária. Um mercado de trabalho forte sustenta a renda e o consumo, o que dá fôlego à demanda e dificulta a queda mais rápida da inflação, sobretudo nos serviços. Por isso o Banco Central acompanha de perto esses dados na hora de calibrar os juros.

Para o trabalhador, o quadro é favorável no curto prazo. A menor taxa de desocupação da série significa mais chances de recolocação e maior poder de barganha por salários. A informalidade, no entanto, segue elevada e continua sendo o ponto frágil de um mercado de trabalho que, nos números gerais, atravessa seu melhor momento em mais de uma década.

O IBGE volta a divulgar a PNAD no próximo mês, quando será possível avaliar se a trajetória de queda do desemprego se mantém no meio do ano.

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