Dono e vendedor de tabacaria são presos por vender vapes em Ceilândia

fevereiro 25, 2026

A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) prendeu em flagrante, na noite de terça-feira (24/2), o proprietário e um vendedor de uma tabacaria em Ceilândia (DF) suspeitos de comercializar cigarros eletrônicos e acessórios proibidos no Brasil. A ação também resultou na apreensão de cerca de 200 unidades de vapes e produtos relacionados no estabelecimento conhecido como Fire Tabacaria.

Prisões em operação contra comércio ilegal de cigarros eletrônicos

Segundo a investigação da PCDF, a loja já vinha sendo alvo de denúncias anônimas por vender produtos contrabandeados, incluindo vapes, pods descartáveis e essências com nicotina — itens cuja importação e venda são proibidas pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) no país desde 2009.

Durante a abordagem, os policiais flagraram um adolescente de 16 anos saindo da tabacaria com um cigarro eletrônico que havia comprado ali, o que configura crime adicional por venda de produto com potencial de dependência a menor de idade.

Apreensão de produtos e evidências

Além dos cerca de 200 cigarros eletrônicos, a PCDF apreendeu essências, dispositivos descartáveis, celulares e anotações de vendas, que serão usados como prova no inquérito policial. A ação reforça o combate ao comércio ilegal de produtos nocivos à saúde da população.

Responsabilização e penalidades previstas

O proprietário da tabacaria, de 31 anos, e o vendedor, de 19 anos, foram autuados por contrabando e por vender produtos que podem causar dependência física ou psíquica a menores de idade, conforme previsto no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).

Os suspeitos optaram por permanecer em silêncio na presença dos seus advogados e só devem se manifestar posteriormente em juízo. Caso condenados, as penas podem ultrapassar quatro anos de prisão, considerando as circunstâncias e os crimes cometidos.

Combate ao comércio ilegal no DF

A operação integra esforços contínuos da PCDF para coibir a venda ilegal de produtos que ameaçam a saúde pública, especialmente entre adolescentes e jovens. Autoridades reforçam que a população pode colaborar denunciando atividades suspeitas por meio dos canais oficiais da polícia.