O Distrito Federal foi um dos cinco estados premiados na cerimônia do II Prêmio Nacional de Inclusão Socioeconômica, na categoria Inclusão Socioeconômica para o Trabalho. O reconhecimento veio do Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS), em parceria com a Fundação Getulio Vargas (FGV) e o Instituto Brasileiro de Economia (Ibre), por resultados na geração de empregos para famílias do Cadastro Único.
Além do DF, foram premiados Amapá, Pará, Paraíba e Piauí. A premiação integra o Programa Acredita no Primeiro Passo, do governo federal, voltado à ampliação de oportunidades de renda, qualificação profissional e empreendedorismo para famílias em vulnerabilidade. A cerimônia foi realizada em 27 de maio.
O que o DF fez para ser premiado
A estratégia distrital combina diferentes frentes que ajudaram a inserir trabalhadores no mercado formal, com destaque para:
- articulação com o CadÚnico para identificar famílias prioritárias;
- intermediação de vagas por meio das Agências do Trabalhador;
- cursos de qualificação profissional em parceria com instituições públicas;
- programas de apoio ao empreendedorismo, microcrédito e formalização.
De acordo com dados oficiais, mais de 65% dos novos postos formais gerados no DF no primeiro trimestre de 2026, segundo o Caged, foram ocupados por pessoas inscritas no Cadastro Único, o que ajuda a explicar o reconhecimento nacional.
O que diz o GDF
“Essa premiação é reconhecimento do trabalho ininterrupto feito pelo GDF para criar oportunidades às famílias inscritas no Cadastro Único”, destacou a secretária de Desenvolvimento Social, Giselle Ferreira.
O que é o Acredita
O Programa Acredita reúne iniciativas de microcrédito, qualificação profissional e intermediação de mão de obra para ampliar o acesso à renda em famílias vulneráveis. Estados e o DF que conseguem combinar políticas dessas áreas costumam ter os melhores resultados no movimento de inserção produtiva, sobretudo em ciclos econômicos de retomada do emprego.
Para a população, a sinalização do prêmio é de que a política tem efeito mensurável e merece continuidade. No DF, o desafio agora é sustentar o ritmo de geração de empregos ao longo de 2026 e garantir que o crescimento alcance regiões administrativas com maior demanda por inclusão produtiva.
O SouBrasília acompanha as políticas sociais e os indicadores econômicos do DF. Veja também a matéria sobre os 16 mil postos formais gerados no DF no 1º trimestre. A continuidade do programa depende de articulação entre governo federal, distrital e iniciativa privada.








