qua, 21 out

Torrefação de Águas Claras com 3 meses de vida vai à final nacional do café

A Deslim Cafés, de Águas Claras, é uma das 20 finalistas entre 161 empresas no Torrefação do Ano Brasil; a decisão será de 11 a 13 de novembro.

Por Redação Sou Brasília 2 min de leitura
Grãos de café em movimento dentro do tambor de uma torrefadora industrial, em foto de banco de imagens
Foto: E. Presso/Pexels

A Deslim Cafés, torrefação de Águas Claras com apenas três meses de mercado, está entre as 20 finalistas do Torrefação do Ano Brasil 2026, competição que reuniu 161 empresas do país. A etapa decisiva será de 11 a 13 de novembro, na Semana Internacional do Café, em Belo Horizonte, segundo o Jornal de Brasília.

“Mesmo sendo uma caminhada não tão longa, porque a gente tem pouco tempo que abriu, estamos muito felizes pelos resultados”, disse Carlos Guimarães, que comanda a empresa com Monique Alves.

Como a Deslim chegou à final

Na fase classificatória, cada torrefação recebeu da organização 1,5 quilo de dois cafés crus. Um passou pelo processamento natural, o outro pelo método cereja descascado. Cada empresa torrou os grãos nas próprias instalações e submeteu as amostras a avaliação.

A equipe de Brasília montou cerca de seis perfis de torra para cada café, variando tempo e condições de calor. Depois fez mais de 15 rodadas de cupping, a prova de xícara que mede aroma, acidez, doçura, corpo e possíveis defeitos. “Com isso, conseguimos não só selecionar o melhor perfil de torra, como também aprimorar o que já tínhamos escolhido para cada grão”, explicou Guimarães.

Os grãos desta edição vêm da Fazenda Paraíso, ligada ao Grupo Diamante Cafés, na região de Caparaó, em Minas Gerais.

O que os jurados avaliam

A disputa é organizada pela Atilla Torradores. Pesa a qualidade na xícara e também a precisão da descrição sensorial que a própria torrefação apresenta. Johann Emmerick, diretor do Torrefação do Ano Brasil, resumiu o critério: “Cada grão tem origem, processo e caráter próprios, e o mestre que entende isso ajusta os parâmetros para valorizar o terroir daquele café, sem impor a ele um padrão único”.

A final em Belo Horizonte, no Expominas, traz uma exigência a mais. Além dos dois cafés separados, cada finalista terá de preparar um blend dos dois grãos, avaliado no método espresso. Segundo Emmerick, esse preparo intensifica tanto os pontos positivos quanto os defeitos da torra, e exige consistência da equipe.

Veículos que cobriram a final chamam o torneio de a maior competição de torra do mundo. A brasiliense divide a decisão com torrefações de outras regiões: Paraná, Sergipe e Maranhão também anunciaram representantes.

Leia também: o preço do aluguel em Águas Claras, bairro onde a torrefação funciona, e o curso gratuito para mulheres empreendedoras. O resultado da final deve sair durante a Semana Internacional do Café, entre 11 e 13 de novembro.

Mais em Economia

Ver todas

Mais lidas da semana

últimos 7 dias
Enviar no WhatsApp