Desenrola Adimplentes: acordo até 26 de outubro para trocar dívida de até R$ 15 mil
Medida provisória do Desenrola 3.0 estendeu o prazo do Desenrola Adimplentes para 120 dias, e os acordos podem ser fechados até 26 de outubro, com teto de R$ 15 mil e juros de até 1,99% ao mês.

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O prazo para fechar acordo no Desenrola Adimplentes vai até 26 de outubro de 2026. O prazo inicial, de 90 dias, terminaria em setembro e foi esticado pela medida provisória que criou o Desenrola Brasil 3.0. A modalidade permite que trabalhadores informais com as contas em dia troquem empréstimos mais caros por crédito de até R$ 15 mil, com juros de até 1,99% ao mês.
Até quando dá para renegociar
A extensão está no artigo 3º da Medida Provisória 1.393, de 25 de setembro de 2026, que deu nova redação ao parágrafo 5º do artigo 9º da Medida Provisória 1.373, de 29 de junho. O texto fixa o período de oferta e celebração de acordos em cento e vinte dias contados da publicação da MP 1.373, o que leva a 26 de outubro, a mesma data em que a medida provisória perde a validade se não for votada pelo Congresso.
- Novo prazo para fechar acordo: 26 de outubro de 2026
- Prazo anterior: 90 dias contados de 29 de junho, encerrado em setembro
- Quem pode: trabalhador informal com pagamentos em dia ou com atraso inferior a 90 dias
- Exigência adicional: ter quitado pelo menos quatro parcelas do financiamento que quer trocar
- Teto: R$ 15 mil em dívidas sem garantia, em crédito pessoal
- Juros: até 1,99% ao mês, contra cerca de 7% ao mês na taxa média dessas operações, segundo dados apresentados pelo governo
A prorrogação foi justificada por atraso na implementação. A MP que criou a modalidade saiu em 29 de junho, mas as renegociações só começaram de fato em 10 de agosto, depois de mudanças nas regras de participação pedidas pelo Banco do Brasil e pela Caixa Econômica Federal, que operam o programa. O texto integral está no site do Planalto.
A regra central separa esta linha das anteriores: ela não é para quem está negativado. O público-alvo é o trabalhador informal adimplente, aquele que mantém os compromissos financeiros em dia e hoje paga juros altos em cheque especial, cartão rotativo ou crediário.
A contratação é feita exclusivamente nas instituições financeiras. Não há site do governo para aderir, e não há envio de link por SMS ou por aplicativo de mensagem. Qualquer oferta que chegue por esses canais deve ser tratada como tentativa de golpe.
Quem pode contratar e quanto custa
O critério anunciado é a combinação de trabalho informal com adimplência. O teto de R$ 15 mil e o juro de até 1,99% ao mês definem o desenho da linha, que funciona como troca de dívida: o crédito novo quita o antigo, mais caro, e o devedor passa a pagar a parcela com taxa menor.
Para dimensionar o ganho, vale a comparação com as linhas que a modalidade pretende substituir. O rotativo do cartão de crédito e o cheque especial operam com taxas mensais muito acima de 1,99%, e é nessa diferença que está o efeito prático sobre o orçamento de quem troca.
- Início da operação: 11 de agosto de 2026
- Prazo final para acordo: 26 de outubro de 2026
- Público: trabalhadores informais adimplentes
- Valor máximo: R$ 15 mil
- Juros: até 1,99% ao mês
- Onde contratar: exclusivamente nas instituições financeiras
- Não existe: site oficial de adesão, link por SMS ou por aplicativo
O que o governo diz sobre o critério
“O valor que a gente defende no Desenrola é o pagamento, em dia, das contas”, afirmou o ministro da Fazenda, Dario Durigan.
A frase resume a inversão de lógica em relação às fases anteriores do programa. O Desenrola original foi desenhado para renegociar dívidas de quem já estava inadimplente, com desconto e prazo. A modalidade que entra em operação agora premia quem não atrasou, com acesso a crédito mais barato antes de o problema aparecer.
Onde a linha se encaixa no programa
O Desenrola foi lançado em 2023 para renegociar dívidas bancárias de pessoas físicas inadimplentes, com desconto e parcelamento. A modalidade voltada a quem paga em dia foi aprovada pelo Congresso em julho, quando a Comissão Mista de Orçamento liberou os recursos que sustentam a operação, junto com a linha do Fies Empreendedor.
O desenho de troca de dívida tem lógica conhecida no mercado de crédito, a portabilidade. A diferença é o público: o trabalhador informal costuma ficar fora das linhas mais baratas justamente por não ter comprovação de renda formal, e acaba empurrado para as modalidades de juro mais alto, que são também as de acesso mais fácil.
Como não cair em golpe
Programas de crédito com nome do governo são alvo recorrente de fraude. Como a contratação do Desenrola Adimplentes ocorre apenas nos bancos e financeiras, vale a régua simples:
- Não clicar em link recebido por SMS, WhatsApp ou e-mail que prometa a contratação
- Não pagar taxa antecipada, sob qualquer nome, para liberar crédito
- Procurar o próprio banco pelo aplicativo oficial ou pela agência
- Desconfiar de intermediário que cobre para “acelerar” a aprovação
Nenhuma lista de instituições participantes foi divulgada de forma nominal até a publicação. O caminho é consultar diretamente o banco em que se tem relacionamento e perguntar se a linha já está disponível.
Vale acompanhar também os prazos das outras frentes do programa. A etapa voltada a quem está negativado é outra: veja qual dívida entra no Desenrola Brasil 3.0 e por que não há inscrição, com regras diferentes das que valem para a modalidade dos adimplentes.
O trabalhador informal responde por uma fatia expressiva da ocupação no Distrito Federal, entre motoristas de aplicativo, prestadores de serviço, vendedores autônomos e diaristas. É um público que movimenta renda mensal, mas costuma ser classificado como de risco alto pelos bancos por não ter contracheque, e paga por isso na taxa que lhe é oferecida.
A adimplência como critério de acesso muda o sinal usado pela instituição financeira. Em vez do vínculo formal de emprego, o que passa a valer é o histórico de pagamento em dia, informação que os bancos já possuem sobre seus próprios clientes e sobre quem tem cadastro positivo ativo.
Quem tem dívida cara e está em dia deve fazer a conta antes de assinar: comparar a taxa atual, o saldo devedor e o prazo com a proposta apresentada pelo banco. A troca só compensa se o custo total da nova operação ficar abaixo do que se paga hoje.
Perguntas frequentes
Quem pode contratar o Desenrola Adimplentes?
Trabalhadores informais que estão com os compromissos financeiros em dia, ou seja, adimplentes.
Qual o valor máximo e o juro da linha?
O crédito é de até R$ 15 mil, com juros de até 1,99% ao mês.
Onde fazer a contratação?
Exclusivamente nas instituições financeiras. Não existe site do governo para aderir nem envio de link por SMS ou aplicativo.





