Concurso INSS 2026: o órgão ficou com 8 das 550 vagas do novo edital do CNU 2
A Enap anulou em 6 de outubro o Edital 260, que dava 8 das 550 vagas remanescentes do CNU 2 ao INSS. Entenda o motivo e o que muda para quem estava na lista.

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Atualizado em 6 de outubro: a Enap anulou o Edital nº 260 na madrugada deste dia, pelo Edital Enap nº 273, assinado em 5 de outubro. Segundo a escola, o Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos identificou inconsistência nos dados de vagas remanescentes informados por órgãos participantes e optou, por prudência, por revogar o edital inteiro em vez de corrigir só o trecho afetado. O MGI está consultando de novo todos os órgãos e a previsão é publicar um edital substituto até o final de outubro. Isso significa que a classificação de 550 vagas e 544 candidatos descrita abaixo, incluindo as 8 do INSS, deixou de valer e será reprocessada; quem está na lista não tem mais convocação em andamento por este edital e deve aguardar o novo texto no Diário Oficial da União. O restante da reportagem, sobre como chegou a essa conta, foi mantido para contexto.
O Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) ficou com 8 das 550 vagas remanescentes do Concurso Público Nacional Unificado 2 divulgadas no Edital Enap nº 260, publicado no Diário Oficial da União de 25 de setembro. Todas são de analista do seguro social, de nível superior.
Não há nenhuma vaga de técnico do seguro social, o cargo de nível médio que responde por 8.501 dos 10 mil postos que o instituto pediu autorização para concursar. O pedido continua parado no Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI).

O que o edital anulado trazia, na contagem do Sou Brasília
O Edital Enap nº 260, assinado em 24 de setembro e publicado no dia seguinte na seção 3, página 98, recompunha vagas que não foram preenchidas nas convocações anteriores do CPNU 2. A Escola Nacional de Administração Pública não divulgou totais no texto: os números abaixo saíram da soma do Anexo Único, feita por este site, e deixaram de valer com a anulação de 6 de outubro.
- 550 vagas remanescentes, distribuídas em 31 órgãos e 235 códigos de cargo;
- 544 candidatos classificados nominalmente no anexo, com número de inscrição e nota;
- Desses, 511 entravam por vaga imediata e 33 por conversão de cota, pelo subitem 11.24 do edital de abertura;
- A diferença de 6 entre vagas e nomes estava concentrada em dois códigos em que a lista de espera acabou antes das vagas.
Correção, 27 de setembro: esta página trazia 26 órgãos. A lista do subitem 2.1 do edital é rotulada com letras e vai de a) até ae): depois do z) ela continua em aa), e eram 31 órgãos, não 26. Ficaram de fora da contagem anterior cinco agências reguladoras, que somavam 38 das 550 vagas: Anatel (18), ANTT (13), Antaq (3), Anvisa (3) e ANS (1). O total de vagas, de candidatos classificados e de códigos de cargo não mudava.

Uma ressalva importante para quem mora no Distrito Federal: o edital de recomposição não informava lotação. Não dava para deduzir que a vaga era em Brasília só pela sigla do órgão. O caso mais direto era o Hospital das Forças Armadas, que fica no Setor Sudoeste e concentrava 54 das 550.
Por que o INSS aparecia com tão pouco
As vagas de recomposição saem do que sobrou das convocações já feitas, não de uma nova autorização. O INSS teve sua chamada grande em julho, pelo Edital nº 228/2026, com 194 vagas de analista do seguro social, sendo 34 remanescentes e 160 adicionais. O que entrava em setembro eram as sobras dessa conta, e isso não muda com a anulação de outubro.
O número de setembro não mudava o quadro do concurso próprio, que segue sem edital. A autorização para as 10 mil vagas depende do MGI e não saiu. O ministro da Previdência Social, Wolney Queiroz, afirmou que o ministério também não liberou o pedido emergencial de 2 mil servidores, apresentado em paralelo.
O calendário eleitoral pesa nessa fila. A lei não impede autorizar nem abrir concurso público no período, mas o governo federal costuma segurar novas autorizações, e a expectativa é que a análise seja retomada a partir de outubro. Vale conferir o que a legislação realmente veda em período de eleição, porque o que trava não é o concurso, é a nomeação.
Mesmo com o aval, o edital não é imediato. Pelo Decreto nº 9.739/2019, os órgãos federais têm até seis meses para publicar o edital depois da autorização.
O que o classificado precisa fazer agora
Com a anulação do Edital 260, a classificação anterior perdeu efeito e não há convocação em andamento por ela. Quem aparecia na lista deve acompanhar o Diário Oficial da União e a página oficial do concurso à espera do edital substituto, com previsão de saída até o fim de outubro.
Três cuidados práticos continuam valendo para quando o novo edital saí:
- Conferir o Diário Oficial da União e a página do concurso com frequência. A convocação de lista de espera costuma ter prazo curto de resposta;
- Manter a conta gov.br em nível prata ou ouro. O acesso à área do candidato exige isso, e subir de nível é gratuito e leva poucos minutos pelo QR code da nova identidade;
- Guardar o comprovante de cada manifestação registrada. Perder prazo costuma significar exclusão, com a vaga repassada ao próximo colocado.
De onde vinham as vagas remanescentes
Duas situações explicavam a recomposição. A primeira é a desistência: candidato aprovado em mais de um concurso, ou que já ocupa outro cargo público, acaba não assumindo. A segunda é a regra de preferência do próprio CPNU: quem é convocado para a primeira opção de cargo sai automaticamente das opções de menor preferência, o que abre espaço para o seguinte da fila. Essas regras devem valer de novo no edital substituto.
O CPNU 2 foi aplicado no segundo semestre de 2025 e ofertou inicialmente 3.652 vagas em 32 órgãos federais, sendo 3.144 de nível superior e 508 de nível intermediário, agrupadas em nove blocos temáticos.
O próximo marco para quem espera pelo INSS não é o CPNU: é a decisão do MGI sobre as 10 mil vagas, esperada a partir de outubro, e o próprio edital substituto do Enap. Até lá, os documentos a acompanhar são o Edital Enap nº 260, já anulado, e a página oficial do Concurso Nacional Unificado, onde saem os próximos atos.
Perguntas frequentes
Tem concurso do INSS aberto em 2026?
Não. O INSS não tem edital próprio publicado. O pedido de autorização para 10 mil vagas segue em análise no Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI).
A lista de 550 vagas do Edital 260 ainda vale?
Não. A Enap anulou o Edital nº 260 em 6 de outubro, pelo Edital Enap nº 273, por inconsistência nos dados de vagas remanescentes enviados pelos órgãos. Um edital substituto é esperado até o final de outubro.
Quantas vagas do INSS estavam no edital anulado?
Oito, todas de analista do seguro social: 2 de tecnologia da informação, 2 de engenharia civil, 2 de direito, 1 de psicologia e 1 de estatística. Nenhuma de técnico do seguro social. Esse número será reprocessado no edital substituto.
Quantas vagas tinha o Edital Enap nº 260 no total?
Eram 550 vagas remanescentes em 31 órgãos, com 544 candidatos classificados no Anexo Único, segundo contagem do Sou Brasília. O edital foi anulado em 6 de outubro de 2026.
Estar classificado garantia a posse?
Não, mesmo antes da anulação. A classificação antecede a convocação, que define prazos de documentação, exames e posse para cada cargo.






