Um homem de 39 anos e uma mulher de 29 foram presos pela Polícia Militar do Distrito Federal na noite de domingo (2) em Ceilândia com 48 tabletes de maconha guardados em uma casa. A droga foi avaliada pela corporação em R$ 300 mil. Um jet ski e um Toyota Corolla também foram apreendidos.
A ação foi conduzida pelo Batalhão de Rondas Ostensivas Táticas Metropolitanas, a Rotam, com apoio do serviço de inteligência da corporação. Além dos tabletes, os policiais encontraram balanças de precisão, plástico filme e materiais usados no fracionamento e na embalagem das porções.
Como a polícia chegou ao casal
Segundo a PMDF, o trabalho começou a partir de uma denúncia anônima que apontava a existência de um ponto de venda de drogas na região e descrevia as características dos suspeitos e do carro usado por eles.
Com as informações, os policiais passaram a monitorar a movimentação do casal antes de fazer a abordagem. Na revista ao Corolla, a guarnição localizou cigarros e porções de maconha. A partir daí, a equipe chegou à residência onde estava o restante do material.
- 48 tabletes de maconha, avaliados em R$ 300 mil;
- um Toyota Corolla;
- um jet ski;
- balanças de precisão, plástico filme e apetrechos para fracionamento.
O papel do jet ski na apreensão
O item que chamou atenção na apreensão foi a embarcação. De acordo com a Polícia Militar, o jet ski era usado para ocultar drogas e dificultar a ação policial.
Veículos náuticos e automóveis de maior valor aparecem com frequência em ocorrências de tráfico porque cumprem duas funções ao mesmo tempo: servem de esconderijo em compartimentos que não costumam ser revistados de imediato e absorvem dinheiro que não pode circular abertamente. Nos dois casos, o bem apreendido tende a ficar sob custódia até a decisão judicial sobre o destino final.
A prisão de Ceilândia não foi a única da mesma unidade no fim de semana. Na mesma noite, a Rotam encontrou 20 tabletes de maconha, sete de crack e 12 de cocaína em uma casa no Recanto das Emas, num total estimado em R$ 900 mil. Veja o que foi apreendido na ocorrência do Recanto das Emas.
O que diz a legislação
O tráfico de drogas está previsto no artigo 33 da Lei 11.343/2006, com pena de cinco a 15 anos de reclusão e multa. A lei equipara ao tráfico 18 condutas, entre elas guardar, transportar, ter em depósito e trazer consigo entorpecente sem autorização legal.
Guardar a droga em residência, como no caso de Ceilândia, se enquadra nessa lista. A quantidade apreendida, a forma de acondicionamento e a presença de balanças costumam ser usadas pela acusação para diferenciar tráfico de porte para consumo próprio.
Os dois detidos respondem como suspeitos e são presumidos inocentes até que haja condenação com trânsito em julgado. A corporação não divulgou os nomes nem informou se eles já respondiam a outros processos.
Onde denunciar
Denúncias sobre pontos de venda de drogas podem ser feitas de forma anônima e sem identificação:
- 197, opção 0, Disque-Denúncia da Polícia Civil, 24 horas;
- 190, Polícia Militar, para ocorrência em andamento;
- 181, canal de denúncia anônima do Governo do Distrito Federal.
Ceilândia é a região administrativa mais populosa do DF e concentra parte relevante das ocorrências registradas pelos batalhões da corporação. A Rotam atua em apoio às unidades territoriais em ações de maior porte, como as duas realizadas no domingo.
Perguntas frequentes
O que foi apreendido em Ceilândia?
48 tabletes de maconha avaliados em R$ 300 mil, um Toyota Corolla, um jet ski, balanças de precisão, plástico filme e materiais para fracionamento da droga.
Para que servia o jet ski?
Segundo a Polícia Militar do DF, a embarcação era usada para ocultar drogas e dificultar a ação policial.
Como denunciar tráfico de drogas no DF?
Pelo Disque-Denúncia 197, opção 0, da Polícia Civil, de forma anônima e 24 horas por dia. Ocorrência em andamento deve ser comunicada ao 190.








