sáb, 7 nov

Carros eletrificados já são 19,8% das vendas de leves; 381,6 mil foram emplacados até setembro

Quase um em cada cinco carros leves vendidos em setembro era eletrificado. Veja a diferença entre elétrico e híbrido e os números da ABVE no ano.

Por Redação Sou Brasília 3 min de leitura
Dois carros elétricos brancos carregando em garagem subterrânea, com cabo ligado a um quadro na parede
Foto: Jakub Zerdzicki/Pexels

Os carros eletrificados responderam por 19,8% das vendas de automóveis leves no Brasil em setembro, segundo a Associação Brasileira do Veículo Elétrico (ABVE). De janeiro a setembro de 2026, foram emplacados 381,6 mil veículos leves elétricos ou híbridos, volume quase 70% maior que o de todo o ano passado. Os dados foram citados pela Agência Brasil.

Elétrico, híbrido plug-in e híbrido comum: qual a diferença

A conta da ABVE junta tecnologias diferentes. O que separa uma da outra é a tomada:

  • Elétrico a bateria: anda só com eletricidade e precisa ser carregado na rede.
  • Híbrido plug-in: tem motor elétrico e a combustão, e a bateria também é carregada na tomada.
  • Híbrido sem tomada: usa a combustão para recarregar a bateria e não depende de ponto de recarga.

Do total emplacado até setembro, 303,4 mil unidades dependem de recarga na rede elétrica, ou seja, são elétricos puros e híbridos plug-in. Esse grupo representa cerca de 80% dos eletrificados. Por diferença, os outros 78,2 mil são híbridos que não precisam de tomada.

Indicador (ABVE, jan a set de 2026)Valor
Leves eletrificados emplacados381,6 mil
Dependem de recarga na rede (elétricos e plug-in)303,4 mil
Híbridos sem tomada (por diferença)78,2 mil
Participação nas vendas de leves em setembro19,8%
Alta sobre o total de 2025quase 70%

Em palavras simples: quase um em cada cinco carros leves vendidos em setembro tinha algum tipo de eletrificação. O dado completo por modelo e por mês está no site da ABVE.

O avanço das vendas levou o Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) a criar um grupo de trabalho para elaborar a Estratégia Nacional de Eletromobilidade. O Ministério de Minas e Energia coordena o grupo, que tem 120 dias, prorrogáveis por mais 120, para apresentar um diagnóstico. Estão na pauta a rede de recarga, o impacto sobre o sistema elétrico e a cadeia de baterias.

O MME diz que o crescimento acompanha o Plano Nacional de Energia (PNE) 2055 e que a tendência vai exigir investimento em recarga e na modernização das redes de distribuição.

E quem mora no Distrito Federal?

A matéria da agência trata do país inteiro e não traz recorte do DF. Antes de comprar um eletrificado na capital, vale conferir na Secretaria de Economia do DF se há isenção ou desconto de IPVA para o tipo de veículo escolhido, já que a regra é distrital e muda por categoria. Para quem acompanha o mercado em geral, a projeção da Fenabrave para 2026 mostra o tamanho do mercado em que os eletrificados disputam espaço, e o Imposto Seletivo traz o que vem de tributação sobre carros a partir de fevereiro.

A divulgação do CNPE não informou a data da reunião nem os integrantes do grupo de trabalho.

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