PMDF apreende botox, Dysport e 756 etiquetas em imóvel rural de Ceilândia; suspeito de 43 anos
A PMDF apreendeu toxina botulínica, 48 unidades de Dysport e 756 etiquetas em Ceilândia. Um homem de 43 anos é investigado por suspeita de falsificação.

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A Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF) apreendeu na tarde de sexta-feira (9) ampolas de toxina botulínica e outros produtos de aplicação estética em um imóvel rural de Ceilândia, depois de receber a informação de que um homem de 43 anos guardava substâncias supostamente adulteradas. Ele foi levado à 15ª Delegacia de Polícia, junto com o material, segundo o Jornal de Brasília.
A Polícia Civil investiga a origem e a regularidade dos produtos, além da suspeita de adulteração e falsificação de medicamentos. O homem não foi identificado pela reportagem e o texto original não traz manifestação dele. Ele é tratado aqui como suspeito, não como condenado.
Como foi a abordagem
Os policiais chegaram por volta das 17h30 à área rural de Ceilândia, num imóvel na QNP 28, Setor P Sul. Com o suspeito, estavam ampolas de toxina botulínica, o Botox, dentro de uma mochila. Na residência, a PMDF encontrou o restante do material e encaminhou tudo à delegacia.
O que foi apreendido na casa
- 48 unidades de Dysport, marca de toxina botulínica;
- 41 caixas de Rennova;
- outras substâncias à base de ácido hialurônico, anestésicos, seringas e agulhas;
- 127 frascos de água para injeção e 505 frascos de diluente;
- sete folhas com 108 etiquetas cada, ou 756 etiquetas de Dysport.
Parte dos produtos estava guardada em uma geladeira junto com alimentos. Toxina botulínica e ácido hialurônico são medicamentos e produtos de saúde sujeitos a controle sanitário, com regras próprias de armazenamento.
A reportagem não informa valores dos produtos nem se o homem tem formação na área da saúde. O título original do jornal cita anabolizantes, mas o corpo do texto não lista nenhum anabolizante entre os itens apreendidos, e por isso esta matéria não os inclui.
Por que o caso importa para quem faz procedimento estético
Em setembro, a Anvisa mandou apreender lotes falsificados de Dysport 500 U em todo o país. O caso está em Anvisa apreende lote falsificado do Phesgo e três do Dysport. Os lotes proibidos são P08191, P08192 e P22368, e quem tem o produto deve parar de usar e notificar a Anvisa pelo Notivisa. A polícia do DF não informou, até agora, se o material de Ceilândia tem relação com esses lotes.
Para o paciente, três checagens antes de qualquer aplicação reduzem o risco:
- Peça para ver a embalagem e confira o número de lote e a validade.
- Confirme se o produto tem registro na Anvisa, pela consulta de produtos no site da agência.
- Verifique se quem aplica é profissional habilitado e se o local tem alvará e licença sanitária.
Reação adversa após a aplicação pode ser comunicada à Anvisa pelo VigiMed. Denúncias de venda irregular podem ser feitas à Vigilância Sanitária do DF e à Polícia Civil. A investigação segue na 15ª Delegacia de Polícia, e o resultado das perícias deve dizer se os produtos são falsificados ou apenas armazenados de forma irregular.






