A barragem de Santa Maria, dentro do Parque Nacional de Brasilia, voltou a transbordar nesta semana de abril pela primeira vez em quatro anos. O fenomeno, conhecido como sangria, ocorre quando o reservatorio atinge 100% da capacidade e o excesso de agua extravasa pelo vertedouro.
Segundo a Companhia de Saneamento Ambiental do Distrito Federal (Caesb), o reservatorio armazena cerca de 61 bilhoes de litros, equivalente a aproximadamente 25 mil piscinas olimpicas. A ultima sangria havia sido registrada em abril de 2022. O Descoberto, maior fonte de abastecimento do DF, fechou abril em 100% e Santa Maria em 99%, segundo a Adasa.
A Caesb atribui a recuperacao a combinacao de chuvas regulares na bacia hidrografica e a medidas estruturais adotadas nos ultimos anos. Entre as acoes estao a integracao dos sistemas de abastecimento, a ampliacao da capacidade de producao de agua tratada e a reducao de perdas na rede de distribuicao.
Apesar de menor que a do Descoberto, a bacia de Santa Maria tem recuperacao mais lenta, o que torna o transbordamento um marco para a seguranca hidrica do DF. O reservatorio abastece principalmente o Plano Piloto e cidades do entorno do lago Paranoa.








