A Polícia Federal instaurou 833 inquéritos para apurar crimes eleitorais em 2026, segundo dados do painel de monitoramento da corporação compilados até 31 de julho. O Distrito Federal aparece com 24 procedimentos, e o Maranhão lidera a lista nacional, com 98.
Os números foram divulgados pela Gazeta do Povo nesta segunda-feira (3), a dois meses do primeiro turno, marcado para 4 de outubro. O ritmo de abertura de casos cresce à medida que o calendário eleitoral avança e as convenções partidárias são concluídas.
Onde estão os inquéritos
Depois do Maranhão, o ranking segue com Rio de Janeiro (87), Ceará (83) e São Paulo (69). A lista dos dez primeiros se completa com Paraná (53), Rio Grande do Sul (41), Tocantins (36), Rio Grande do Norte (35), Piauí (33) e Paraíba (29).
- Maranhão: 98
- Rio de Janeiro: 87
- Ceará: 83
- São Paulo: 69
- Paraná: 53
- Rio Grande do Sul: 41
- Distrito Federal: 24
A posição do DF precisa ser lida com a proporção populacional em conta. Com pouco mais de 2 milhões de eleitores, a capital federal registra volume menor que estados do Nordeste e do Sudeste, mas concentra apurações que envolvem estruturas nacionais de partidos, já que as sedes das legendas e os tribunais superiores ficam em Brasília.
Quais crimes aparecem mais
A falsidade ideológica eleitoral responde pelo maior número de procedimentos, com 291 inquéritos. Em seguida vem a inscrição fraudulenta de eleitor, com 223. Juntos, os dois tipos somam 514 casos, mais de 60% do total.
A corrupção eleitoral, que abrange a compra de voto, aparece com 129 inquéritos. Crimes contra a honra somam 76 casos; apropriação indébita de recursos de campanha, 58; e violência política de gênero ou raça, 42.
A predominância de falsidade ideológica e inscrição fraudulenta indica que boa parte das apurações se concentra na fase de cadastro eleitoral, e não na propaganda ou na votação. São condutas ligadas a transferência irregular de domicílio e a dados falsos no alistamento, apuradas antes de a campanha começar.
Como os casos chegam à PF
Dos 833 procedimentos, 829 foram abertos por portaria, rito adotado quando há indício de crime sem situação de flagrante. Apenas quatro tiveram origem em prisão em flagrante.
A competência para investigar crimes eleitorais é da Polícia Federal, e os processos correm na Justiça Eleitoral. As penas variam conforme o tipo: a corrupção eleitoral prevê reclusão de até quatro anos e multa, além de cassação do registro ou do diploma se ficar demonstrado o benefício ao candidato.
O calendário eleitoral de 2026 marca o primeiro turno em 4 de outubro e o segundo em 25 de outubro.
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Perguntas frequentes
Quantos inquéritos de crimes eleitorais a PF abriu em 2026?
São 833 procedimentos até 31 de julho de 2026, segundo o painel de monitoramento da Polícia Federal.
Qual estado lidera?
O Maranhão, com 98 inquéritos, seguido de Rio de Janeiro (87), Ceará (83) e São Paulo (69). O Distrito Federal registra 24.
Qual é o crime eleitoral mais apurado?
Falsidade ideológica eleitoral, com 291 inquéritos, seguida de inscrição fraudulenta de eleitor, com 223.








