A taxa Selic está em 14% ao ano desde 6 de agosto de 2026, quando passou a valer a decisão tomada pelo Copom no dia 5. Foi o quarto corte seguido de 0,25 ponto percentual. A próxima reunião do comitê termina em 16 de setembro.
Quanto está a Selic hoje
O juro básico da economia vale 14% ao ano. O patamar foi definido na 280ª reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central, realizada em 4 e 5 de agosto no edifício-sede em Brasília, e permanece em vigor até o próximo anúncio, marcado para a noite de 16 de setembro.
É o quarto corte consecutivo do ciclo aberto em março, todos de 0,25 ponto. O caminho da taxa em 2026, segundo a série do Banco Central:
- Até 18 de março: 15% ao ano;
- 19 de março: cai para 14,75%;
- 30 de abril: cai para 14,50%;
- 18 de junho: cai para 14,25%;
- 6 de agosto: cai para 14%, patamar atual.
O CDI, taxa que baliza a renda fixa e costuma andar colada na Selic, está em 13,90% ao ano desde 6 de agosto, também segundo o Banco Central.
O que o Copom decidiu em 5 de agosto
A ata da reunião registra que os sete membros do comitê votaram pela redução: Gabriel Muricca Galípolo (presidente), Ailton de Aquino Santos, Gilneu Francisco Astolfi Vivan, Izabela Moreira Correa, Nilton José Schneider David, Paulo Picchetti e Rodrigo Alves Teixeira. O documento não fixa um número de cortes para as reuniões seguintes.
“O Copom decidiu reduzir a taxa básica de juros para 14,00% a.a., e entende que essa decisão é compatível com a estratégia de convergência da inflação para o redor da meta ao longo do horizonte relevante”, diz a ata da 280ª reunião.
Sobre os próximos passos, o texto afirma que “a magnitude do ciclo de calibração será ajustada à luz da evolução do cenário, de forma a manter a restrição adequada para assegurar a convergência da inflação à meta”. O comitê também avalia que a inflação “permanece pressionada pela demanda, exigindo que a política monetária mantenha caráter restritivo”.
As projeções do próprio Copom, no cenário de referência, apontam IPCA de 5,1% em 2026, 3,8% em 2027 e 3,2% no primeiro trimestre de 2028, horizonte que o comitê usa hoje para calibrar os juros. A meta perseguida pelo Banco Central é de 3%, com tolerância de 1,5 ponto para cima ou para baixo.
O que o mercado projeta para o fim do ano
O boletim Focus, pesquisa semanal do Banco Central com instituições financeiras, traz na coleta mais recente, encerrada em 14 de agosto, as seguintes medianas para o fechamento de 2026:
- Selic: 13,75% ao ano, o que embute mais um corte de 0,25 ponto até dezembro;
- Inflação (IPCA): 5,02%;
- Selic no fim de 2027: 12%.
A inflação corrente joga a favor do comitê. O IPCA de julho subiu 0,07%, a menor variação mensal do ano, e desacelerou o acumulado de 12 meses para 4,44%, ante 4,64% em junho. Ainda assim, a projeção para dezembro segue acima do teto da meta, o que sustenta a cautela do Banco Central. A leitura do Focus e a decisão de agosto já foram detalhadas pelo site em a cobertura da reunião de 5 de agosto.
Efeito no bolso do brasiliense
Juro básico alto encarece qualquer dívida atrelada ao crédito: financiamento imobiliário, empréstimo pessoal, cartão e cheque especial. Quem pretende financiar imóvel ou carro em Brasília continua a encontrar parcelas pressionadas, mesmo com a queda acumulada de um ponto percentual desde março.
Na outra ponta, a renda fixa segue atrativa. Tesouro Selic e CDBs atrelados ao CDI rendem perto de 13,90% ao ano. A poupança, por regra, paga 0,5% ao mês mais TR sempre que a Selic está acima de 8,5% ao ano, e continua a perder dos títulos ligados ao CDI. Os números semanais que alimentam essas projeções estão em o boletim Focus de agosto.
Calendário do Copom até o fim de 2026
- 15 e 16 de setembro;
- 3 e 4 de novembro;
- 8 e 9 de dezembro.
O anúncio de setembro sai na noite de quarta-feira (16), após o fechamento dos mercados, com o comunicado do comitê. A ata completa é publicada na terça-feira seguinte, às 8h. Até lá, cada divulgação do IPCA e cada edição do Focus vão calibrar a aposta entre um novo corte e a pausa em 14%.
Perguntas frequentes
Quanto está a Selic hoje? A taxa Selic está em 14% ao ano, patamar em vigor desde 6 de agosto de 2026, definido pelo Copom na reunião de 4 e 5 de agosto.
Quando é a próxima reunião do Copom? Nos dias 15 e 16 de setembro de 2026. A nova taxa é anunciada na noite de quarta-feira (16).
Quanto está o CDI? O CDI está em 13,90% ao ano desde 6 de agosto, praticamente colado na Selic.
A Selic vai cair de novo em 2026? Não há decisão antecipada. O boletim Focus projeta a Selic em 13,75% no fim do ano, o que embute mais um corte de 0,25 ponto nas três reuniões restantes, mas o Copom condicionou os próximos passos à evolução da inflação.
O que a Selic a 14% significa para o bolso? Crédito caro em financiamentos, cartão e cheque especial, e renda fixa atrativa: Tesouro Selic e CDBs atrelados ao CDI rendem perto de 13,90% ao ano, acima da poupança.





