Quando o tratamento que o paciente precisa não está disponível na rede pública do Distrito Federal, o Sistema Único de Saúde pode custear o deslocamento para outro estado. É o chamado Tratamento Fora de Domicílio, o TFD, coordenado no DF pela Secretaria de Estado de Saúde. O benefício ajuda com passagem e, em situações previstas, com apoio para a viagem, sempre para procedimentos comprovadamente indisponíveis em Brasília.
O TFD não é um atendimento por livre escolha do paciente. Ele depende de indicação médica dentro da rede pública e de análise da regulação. Por isso, o primeiro passo é sempre o médico assistente do SUS.
Documentos necessários
Para abrir o pedido, o paciente ou responsável precisa reunir:
- Laudo emitido por médico que atue em hospital da rede pública do DF
- Comprovante de domicílio no DF, com conta de água ou luz em nome do paciente ou responsável
- Formulário próprio da gerência de TFD preenchido
- Cópias dos exames relacionados à doença que justifica o encaminhamento
A comprovação de residência no Distrito Federal é obrigatória. O programa atende quem mora no DF e não encontra o tratamento na rede local.
Como funciona a marcação da passagem
O pedido é analisado pela Central de Regulação Interestadual e de Alta Complexidade, a CERAC. Depois que a autorização é emitida, a marcação da passagem é feita pelo paciente ou responsável junto à empresa de viagens contratada pela SES-DF.
A passagem de ida pode ser marcada para até dois dias antes da data do atendimento agendado na unidade que vai realizar o procedimento. Programar com antecedência evita perder a consulta ou o exame.
O contato da CERAC é o telefone (61) 3449-4355 e o e-mail cerac.tfd@saude.df.gov.br. O atendimento presencial fica no SMHS, quadra 301, no Edifício GAAC/APAC. Vale ligar ou escrever antes para confirmar a lista de documentos e o passo a passo atualizado, já que exigências podem mudar conforme o tipo de tratamento.
O TFD costuma ser usado em casos de alta complexidade, como certas cirurgias, tratamentos oncológicos e procedimentos que exigem estrutura específica. Como cada caso é único, a orientação é procurar o médico do SUS que acompanha o paciente e, em paralelo, a gerência de TFD para entender o fluxo. Guardar cópias de tudo e anotar protocolos facilita o acompanhamento. Para agendar atendimento na rede, veja também nosso guia de [como marcar consulta na saúde do DF](/como-marcar-consulta-saude).
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