A atividade da indústria brasileira voltou ao terreno de expansão em junho. O PMI industrial, medido pela S&P Global, subiu a 50,8 pontos, contra 49,1 em maio. O índice fica acima de 50 quando há crescimento e abaixo desse número quando há retração, então o resultado marca uma virada, ainda que tímida.
A recuperação, porém, veio por motivos que pedem cautela. O avanço se apoiou na criação de vagas de trabalho, pelo quinto mês seguido, e na formação de estoques. Dois dos componentes de maior peso do indicador, produção e novas encomendas, continuaram em queda no mês.
Otimismo perde força
O ponto que chamou atenção foi a confiança dos empresários, que caiu ao menor patamar em 14 meses. O otimismo foi limitado por preocupações com concorrência, comportamento da demanda, incerteza política e volatilidade dos mercados globais. As pressões de custo, por outro lado, ficaram mais fracas em junho.
- PMI subiu de 49,1 em maio para 50,8 em junho
- Emprego cresceu pelo quinto mês seguido
- Produção e novas encomendas seguiram em contração
- Confiança caiu ao menor nível em 14 meses
“A indústria mal cruzou a linha de crescimento e ainda depende de estoque e contratação, não de vendas. É uma expansão frágil”, resume a leitura do relatório da S&P Global.
O quadro conversa com o dado do IBGE, que mostrou queda de 0,2% na produção física de maio. Somados, os dois indicadores desenham uma indústria que oscila perto da estabilidade, sem embalar. Para o segundo semestre, empresários e analistas vão observar se a demanda reage ou se o setor segue empurrado apenas por emprego e estoque.
Leia também: Produção industrial recua em maio








