Endividamento das famílias sobe pelo quinto mês e chega a 78,4% em junho

julho 3, 2026
Endividamento das famílias sobe pelo quinto mês e chega a 78,4% em junho

A proporção de famílias brasileiras com dívidas a pagar chegou a 78,4% em junho, contra 78,2% em maio. É o quinto mês seguido de aumento, segundo a Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic), divulgada pela Confederação Nacional do Comércio (CNC).

Apesar da alta na comparação mensal, o quadro ainda está abaixo do registrado um ano antes. Em junho de 2024, o índice era de 78,8%, ou seja, houve recuo de 0,4 ponto percentual na base anual. O dado mostra endividamento espalhado, mas não em disparada.

Inadimplência estável, percepção pior

A parcela de consumidores com contas em atraso ficou em 29,5% em junho, o mesmo nível de maio. A estabilidade sugere que, mesmo com mais gente devendo, o número de quem efetivamente deixou de pagar não avançou. Já a percepção piorou: a fatia de brasileiros que se declaram muito endividados subiu de 15,5% para 15,9%.

  • Endividamento em 78,4%, alta pelo quinto mês
  • Inadimplência estável em 29,5%
  • Muito endividados passaram de 15,5% para 15,9%
  • Na base anual, endividamento recuou 0,4 ponto

“As famílias seguem tomando crédito, mas o atraso não cresceu no ritmo das dívidas. O ponto de atenção é a sensação de aperto, que aumentou”, pondera a leitura da CNC sobre o resultado.

O cartão de crédito e o carnê continuam entre as principais formas de dívida das famílias. Com a Selic em 14,25% ao ano, o rolamento dessas contas fica mais caro, o que ajuda a explicar por que a percepção de aperto piora mesmo com a inadimplência parada. O indicador serve de bússola para o comércio, que sente no caixa a disposição das famílias para gastar.

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