A conta de luz de julho vem com bandeira tarifária amarela, o que representa acréscimo de R$ 1,885 a cada 100 quilowatts-hora consumidos. A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) manteve o mesmo sinal pelo terceiro mês seguido, num quadro de atenção com o nível dos reservatórios das hidrelétricas.
O sistema de bandeiras funciona como um semáforo do custo de geração. A verde não cobra adicional, a amarela sinaliza alerta moderado e a vermelha, em dois patamares, indica escassez de água e acionamento intenso das usinas térmicas, que geram energia mais cara.
O que a bandeira amarela significa na prática
Na amarela, a conta sobe pouco em relação à verde, mas o recado é claro: as chuvas ainda não recompuseram os reservatórios o suficiente para dispensar as térmicas. Se o regime de chuvas não melhorar nos próximos meses, existe risco de o país escalar para bandeira vermelha, o que encareceria a energia de forma mais pesada.
- Bandeira amarela em julho, terceiro mês seguido
- Acréscimo de R$ 1,885 a cada 100 kWh consumidos
- Reservatórios em nível de atenção
- Risco de vermelha caso as chuvas não ajudem
“A amarela é um aviso. O consumidor ainda paga pouco de adicional, mas o cenário pede atenção com o desperdício”, explica a lógica adotada pela Aneel para o mecanismo.
Para a família que consome 200 kWh por mês, a bandeira amarela adiciona cerca de R$ 3,77 à fatura, fora tributos. O impacto individual é pequeno, mas o sinal serve de termômetro para o custo da energia no restante do ano. A recomendação padrão dos órgãos do setor é evitar consumo em horários de pico e revisar equipamentos antigos, que puxam a conta para cima.
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