Depois de o Senado rejeitar a indicação de Jorge Messias ao Supremo Tribunal Federal, o presidente Lula afirmou que vai indicá-lo novamente. A vaga no STF segue aberta, e a decisão final sobre o nome a ser enviado cabe ao presidente da República.
A indicação havia sido derrotada por 42 votos a 34. Para passar, Messias precisava de no mínimo 41 votos a favor. A rejeição foi a primeira do Senado a um indicado ao Supremo em mais de 130 anos.
O caminho de uma nova indicação
Ao escolher indicar Messias outra vez, o presidente reabre todo o processo. Um nome enviado ao Supremo passa por sabatina e por nova votação no Senado. Ou seja, mesmo um nome já apresentado precisa percorrer novamente as etapas para ser aprovado.
Pano de fundo no Congresso
A repetição da indicação acontece num cenário de atrito entre o Executivo e o Legislativo. Há tensão entre governo e Congresso, em parte ligada à retenção e ao atraso de emendas parlamentares.
O ambiente também é marcado pelo calendário: 2026 é ano eleitoral, o que costuma elevar a temperatura das negociações políticas. O presidente da Câmara é Hugo Motta (Republicanos-PB), e o do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP).
Por ora, o que está colocado é a intenção anunciada pelo presidente. Os próximos passos dependem do envio formal do nome e da nova tramitação no Senado.
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