O mercado financeiro espera que a taxa básica de juros, a Selic, termine 2026 em 14% ao ano. A projeção está no Boletim Focus, levantamento semanal feito pelo Banco Central com instituições financeiras. Hoje a Selic está em 14,25%.
A diferença parece pequena, mas indica o caminho que o mercado enxerga: queda lenta. A Selic é o principal instrumento para controlar a inflação. Quando os juros sobem, o crédito fica mais caro, as pessoas consomem menos e os preços tendem a desacelerar.
Por que a queda é lenta
Segundo o Boletim Focus, o que trava um corte mais rápido é a pressão sobre os preços. A guerra no Oriente Médio encareceu combustíveis e alimentos, e esse repasse chega ao consumidor brasileiro. Com a inflação resistente, o mercado avalia que o Banco Central tem pouca margem para baixar os juros agora.
A trajetória projetada pelo mercado é de afrouxamento gradual nos próximos anos. Para 2027, a expectativa é de Selic em 12%. Para 2028, em 10,25%. Ou seja: o mercado só vê os juros voltando a um patamar de um dígito daqui a alguns anos.
O que isso muda no seu bolso
Juro alto encarece financiamentos, parcelamentos e o cartão de crédito. Em compensação, aplicações ligadas à Selic rendem mais. Quem investe em renda fixa tende a se beneficiar; quem depende de crédito sente o aperto.
O Boletim Focus reúne as apostas do mercado, mas não é uma decisão oficial. A definição da Selic cabe ao Comitê de Política Monetária do Banco Central, o Copom.
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