A Câmara Legislativa do Distrito Federal aprovou projeto que cria política de acolhimento humanizado para o diagnóstico de Síndrome de Down em maternidades e unidades de saúde do DF. A proposta segue para sanção da governadora Celina Leão.
O texto busca orientar profissionais de saúde no momento em que a família recebe o diagnóstico, fase considerada crítica para o vínculo entre pais e filho e para o início do acompanhamento da criança. A política prevê linguagem cuidadosa, informação técnica adequada e indicação de redes de apoio.
O que prevê o acolhimento
Entre os pontos centrais da política aprovada estão:
- linguagem humanizada e técnica adequada no momento do diagnóstico;
- fornecimento de material informativo e contatos de apoio;
- treinamento de profissionais de saúde para o atendimento;
- indicação de associações e redes de apoio às famílias;
- oferta de acompanhamento multiprofissional após o nascimento.
O acolhimento adequado no momento do diagnóstico tem efeito direto sobre o desenvolvimento da criança e sobre a saúde emocional dos pais. Estudos da área indicam que a comunicação cuidadosa reduz quadros de luto, ansiedade e depressão entre familiares.
Síndrome de Down e o SUS
A Síndrome de Down é uma condição genética que afeta o desenvolvimento e exige acompanhamento clínico e terapêutico ao longo da vida. O SUS oferece atendimento em diversas especialidades, da fonoaudiologia à cardiologia pediátrica.
O Brasil tem cerca de 300 mil pessoas com Síndrome de Down, segundo estimativas baseadas em incidência populacional. O acompanhamento precoce favorece a autonomia, a inclusão escolar e a inserção social, frentes em que famílias relatam avanços importantes nas últimas décadas.
Próximos passos
Aprovado em plenário, o texto segue para sanção. Caso seja sancionado, a SES-DF terá de organizar treinamentos para equipes de maternidades e unidades de saúde, além de produzir material informativo padronizado. A regulamentação detalhará prazos e instrumentos.
O SouBrasília acompanha as decisões da CLDF que impactam a saúde no DF. Veja também a matéria sobre a ampliação da vacina contra o HPV para adolescentes.








