O Senado Federal gastou R$ 2,5 milhões com passagens aéreas de classe executiva para senadores em missões internacionais ao longo de 2025. O levantamento revela que parlamentares viajaram para destinos como Moscou, Nova York e China com passagens que chegaram a custar mais de R$ 68 mil por pessoa.
Os senadores que mais gastaram
O ranking dos maiores gastos com passagens executivas é liderado pelo senador Irajá (PSD-TO), que desembolsou R$ 68 mil em uma viagem a Moscou para reuniões parlamentares. Em segundo lugar está Ciro Nogueira (PP-PI), com R$ 67.400 gastos em viagem a Nova York para participar do fórum “Veja Brazil Insights”.
A senadora Dra. Eudócia (PSB-AL) completa o pódio, com R$ 61.500 gastos em visitas a centros de pesquisa médica na China. Outros quatro senadores ultrapassaram a marca de R$ 50 mil em passagens: Mara Gabrilli (PSD-SP), com R$ 52.600; Jorge Seif (PL-SC), com R$ 51.900; Fabiano Contarato, com R$ 51.400; e Hamilton Mourão, com R$ 51.200.
Regras permitem classe executiva
As normas internas do Senado determinam que as passagens devem ser as “mais vantajosas” para a Casa, respeitando a “conveniência parlamentar” e os limites orçamentários. No entanto, não há restrição específica que proíba a compra de bilhetes em classe executiva.
A brecha regulamentar permite que senadores viajem com conforto premium às custas do contribuinte. Críticos apontam que passagens em classe econômica para os mesmos destinos custariam uma fração do valor gasto.
O Senado argumenta que viagens longas exigem condições adequadas para que os parlamentares cheguem em condições de representar o Brasil em compromissos oficiais.
Destinos incluem Rússia, EUA e China
As missões internacionais dos senadores incluíram destinos em todos os continentes. Moscou, Nova York e cidades chinesas foram os destinos mais caros, em função da distância e da alta demanda por voos nessas rotas.
As viagens foram justificadas como missões oficiais para reuniões parlamentares, fóruns internacionais e visitas técnicas. Cada senador é responsável por apresentar relatório sobre os resultados das missões realizadas.
Gastos do Congresso sob escrutínio
Os gastos do Senado com passagens executivas se somam a outras despesas dos parlamentares que frequentemente geram polêmica, como verbas de gabinete, auxílio-moradia e cotas parlamentares. O uso de recursos públicos pelo Congresso Nacional é um dos temas mais sensíveis na opinião pública.
Organizações de transparência cobram maior rigor na fiscalização dos gastos parlamentares e defendem a adoção de regras mais restritivas para viagens internacionais, como a obrigatoriedade de classe econômica salvo exceções justificadas.








