Brasília começa a sentir os efeitos da transição para a estação seca, período típico do outono e inverno no Distrito Federal. Segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), a umidade relativa do ar vem caindo de forma gradual, principalmente nas tardes, cenário característico da estiagem na região central do país.
O comportamento climático de maio está dentro da normalidade histórica para o DF, e a estação seca propriamente dita costuma começar em junho. Ainda assim, os índices de umidade exigem atenção, sobretudo nos horários mais quentes do dia, quando o ar fica mais ressecado.
Como deve ficar o tempo
As condições previstas para o período combinam estabilidade e baixa umidade:
- madrugadas mais amenas, com temperaturas entre 17°C e 19°C;
- tardes mais quentes, com máximas entre 28°C e 29°C;
- baixa probabilidade de chuva e céu predominantemente claro;
- redução gradual da umidade relativa do ar ao longo dos dias.
A baixa umidade favorece problemas respiratórios, ressecamento da pele e das mucosas e aumenta o risco de incêndios em áreas de vegetação. Por isso, a atenção deve se estender também ao cuidado com o cerrado, bioma sensível ao fogo nesta época do ano.
Cuidados recomendados
O Inmet orienta que a população mantenha a hidratação, evite exposição ao sol nos horários de maior radiação e não jogue bitucas de cigarro em áreas de vegetação seca, para prevenir incêndios.
Especialistas reforçam ainda a importância de umidificar ambientes, dar preferência a atividades físicas nos horários mais frescos e redobrar o cuidado com crianças e idosos, mais vulneráveis aos efeitos do ar seco. Beber água com frequência é a principal recomendação.
Entenda os níveis de alerta
O Inmet utiliza faixas para classificar os riscos associados à baixa umidade do ar. Em estado de atenção, a umidade fica entre 20% e 30%; no nível de alerta, entre 12% e 20%; e em situação de emergência, abaixo de 12%. Quanto menor o índice, maiores os cuidados recomendados, já que o ar muito seco agrava problemas respiratórios e facilita a desidratação.
Durante o auge da estação seca, é comum que Brasília registre índices próximos aos de regiões desérticas em alguns horários da tarde. Nesses períodos, autoridades de saúde costumam orientar a suspensão de atividades físicas ao ar livre entre o meio-dia e o fim da tarde, especialmente para grupos sensíveis.
Risco de incêndios no cerrado
A combinação de baixa umidade, vegetação ressecada e altas temperaturas torna o período crítico para queimadas. O cerrado, bioma predominante no Distrito Federal, é particularmente vulnerável ao fogo nesta época, e a maioria dos incêndios tem origem em ação humana, como descarte de bitucas, balões e queima irregular de lixo.
Para reduzir os riscos, é fundamental evitar qualquer foco de fogo próximo a áreas de mato, não jogar pontas de cigarro pela janela do carro e acionar os bombeiros, pelo 193, ao primeiro sinal de fumaça. O cuidado coletivo é decisivo para evitar tragédias ambientais e prejuízos à saúde da população ao longo da estiagem.
Além dos cuidados individuais, a baixa umidade tem impacto direto na qualidade do ar, agravado pela fumaça das queimadas. Nesses períodos, aumentam os atendimentos por crises de asma, rinite, sinusite e irritação nos olhos. Médicos recomendam soro fisiológico para hidratar as narinas, uso de umidificadores ou bacias com água nos ambientes e atenção redobrada a bebês, idosos e pessoas com doenças respiratórias crônicas, mais suscetíveis às complicações.
O SouBrasília acompanha as condições do tempo e os alertas ambientais no Distrito Federal. Veja também a matéria sobre a emergência ambiental decretada pelo GDF contra incêndios. A previsão é atualizada diariamente pelos órgãos oficiais de meteorologia.








