Ibama amplia abate de pirarucu invasor e libera pesca em rios do DF e Goiás

abril 3, 2026

O Ibama publicou a Instrução Normativa nº 07/2026 que classifica o pirarucu (Arapaima gigas) como espécie exótica invasora fora da região amazônica e amplia a autorização de abate para controle ambiental. A medida agora inclui Goiás e reforça as regras já vigentes no Distrito Federal.

Por que o pirarucu é invasor

Fora do seu habitat natural na Amazônia, o pirarucu — que pode chegar a 3 metros e 200 kg — se comporta como predador de topo, consumindo espécies nativas e desequilibrando ecossistemas inteiros. Em regiões sem predadores naturais, suas populações crescem sem controle e reduzem a biodiversidade local.

Regras por região

Bacias do Paranaíba e São Francisco (sul, sudoeste e leste de Goiás + DF):

  • Pesca liberada o ano inteiro, sem limite de tamanho ou quantidade
  • Obrigatório: todos os peixes capturados devem ser abatidos — devolvê-los à água é proibido

Bacia Tocantins-Araguaia (norte e nordeste de Goiás):

  • Pesca continua proibida, pois o pirarucu é nativo dessa região

Impacto no DF

Seis das bacias hidrográficas do Distrito Federal estão nas regiões do Paraná e São Francisco, onde o abate é permitido. Apenas a bacia do Maranhão, no norte do DF, não está coberta pela instrução normativa do Ibama.

A medida busca conter a expansão do pirarucu em águas onde ele não deveria existir, protegendo peixes nativos do cerrado que são ameaçados pela presença do predador amazônico.