O governo federal reajustou o Bolsa Família em 15,04%, e o piso pago por família sobe de R$ 600 para R$ 691. O decreto foi assinado em 17 de setembro de 2026 e o valor novo passa a valer em 1º de outubro, segundo a Agência Brasil.
A correção usa como referência a inflação acumulada pelo INPC no período. O índice é o mesmo que corrige o salário mínimo e mede a variação de preços para famílias de renda mais baixa, faixa em que está a maior parte dos beneficiários do programa.
O que muda no valor recebido
O piso de R$ 691 é o valor mínimo garantido por família, e não o teto do benefício. O Bolsa Família soma parcelas diferentes conforme a composição do domicílio, e o piso funciona como um complemento: quando a soma das parcelas fica abaixo dele, o programa completa a diferença.
Famílias com crianças, gestantes e nutrizes recebem adicionais além do piso, e esses acréscimos continuam existindo. Quem já recebia acima de R$ 600 por causa desses adicionais segue recebendo o valor correspondente ao seu perfil, agora calculado sobre a nova base.
“A correção teve como referência a inflação acumulada de 15,04% medida pelo INPC no período”, afirmou Bruno Moretti, secretário-executivo do Ministério do Planejamento.
Segundo o Ministério da Fazenda, a reposição busca evitar as perdas provocadas pela inflação sobre o poder de compra do benefício. O piso de R$ 600 vigorava desde a retomada do programa e não havia sido corrigido até agora.
Quanto custa aos cofres públicos
O impacto do reajuste é de R$ 5,8 bilhões em 2026 e cerca de R$ 22 bilhões em 2027, conforme números divulgados pela Gazeta do Povo. O governo afirma que a despesa cabe no limite atual de gastos e será acomodada por remanejamentos, sem elevar o teto global.
A medida é alvo de questionamento em duas frentes. O subprocurador-geral Lucas Furtado, do Ministério Público junto ao Tribunal de Contas da União, pediu a suspensão do reajuste, sob o argumento de criação de despesa obrigatória continuada. No Tribunal Superior Eleitoral, uma ação com pedido semelhante foi extinta sem análise do mérito.
Quando o novo valor cai na conta
O calendário de pagamento não muda com o reajuste. O Bolsa Família continua sendo pago nos dez últimos dias úteis de cada mês, escalonado pelo último dígito do Número de Identificação Social, o NIS, começando pelo final 1.
Quem recebe nas primeiras datas de outubro já deve ver o valor corrigido, porque o novo piso vale a partir do primeiro dia do mês. Para conferir a data exata pelo seu NIS, veja o calendário do Bolsa Família.
O que não muda
As regras de permanência no programa seguem as mesmas. A família precisa manter o Cadastro Único atualizado, com revisão a cada dois anos ou sempre que houver mudança de endereço, renda ou composição familiar. As condicionalidades de saúde e educação continuam valendo: acompanhamento da vacinação e do peso das crianças, pré-natal para gestantes e frequência escolar mínima.
No Distrito Federal, a atualização cadastral é feita nos Centros de Referência de Assistência Social. Veja onde fazer o CadÚnico no DF e o que levar.
Perguntas frequentes
Qual o novo valor do Bolsa Família?
O piso por família passa de R$ 600 para R$ 691, um reajuste de 15,04%. O valor começa a valer em 1º de outubro de 2026.
Quando o valor reajustado começa a ser pago?
A partir de outubro de 2026. O calendário de pagamento não muda e segue escalonado pelo último dígito do NIS.
O piso de R$ 691 é o valor total que a família recebe?
Não. É o valor mínimo garantido. Famílias com crianças, gestantes e nutrizes recebem adicionais além do piso.
Preciso fazer algo para receber o valor novo?
Não é preciso pedir o reajuste. Basta manter o Cadastro Único atualizado e cumprir as condicionalidades de saúde e educação.








