A Petrobras reajustou em R$ 1,00 por litro o preço do diesel vendido nas refinarias, com vigência a partir de sábado (19). O consumidor, porém, não deve sentir o aumento na bomba: uma subvenção federal publicada um dia antes devolve exatamente o mesmo valor, de R$ 1,00 por litro.
O mecanismo está na Portaria MF 2.813/2026, do Ministério da Fazenda, publicada em 16 de setembro com vigência imediata. Ela criou uma subvenção econômica ao óleo diesel A de uso rodoviário, no valor de R$ 1,00 por litro, com prazo de 30 dias.
Como o desconto chega ao posto
Na prática, o reajuste e o subsídio se anulam. A Petrobras eleva o preço de venda na saída da refinaria, e a subvenção federal cobre a diferença ao longo da cadeia, de modo que o valor final ao consumidor permanece o mesmo. A adesão ao programa é facultativa, e a companhia aderiu.
A Petrobras informou que mantém a estratégia comercial orientada pelo equilíbrio entre participação de mercado, otimização de ativos e rentabilidade sustentável, e que considera a adesão compatível com seus interesses.
- Reajuste: R$ 1,00 por litro nas refinarias
- Vigência do reajuste: a partir de 19 de setembro de 2026
- Subvenção: R$ 1,00 por litro, pela Portaria MF 2.813/2026
- Publicação da portaria: 16 de setembro de 2026, com efeito imediato
- Prazo da subvenção: 30 dias
O que acontece quando os 30 dias vencerem
O prazo da subvenção é o ponto que interessa a quem roda com o combustível. Se a medida não for prorrogada e o preço de refinaria continuar no novo patamar, o repasse de até R$ 1,00 por litro passa a valer para o consumidor final a partir do fim da vigência. O governo federal não informou se haverá prorrogação.
O diesel tem peso maior do que a gasolina na formação de preços da economia porque abastece o transporte de cargas. Alta no combustível costuma chegar ao consumidor em um segundo momento, embutida no frete de alimentos e de bens em geral.
No Distrito Federal, o efeito imediato do arranjo é a manutenção do preço atual nos postos até o fim da vigência da portaria. O acompanhamento dos valores médios praticados na capital é feito pela Agência Nacional do Petróleo (ANP), que divulga o levantamento semanal por unidade da federação.
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