O eleitor do Distrito Federal vai registrar seis votos na urna eletrônica no dia 4 de outubro, sempre na mesma ordem: deputado federal, deputado distrital, os dois senadores, governador e presidente da República. A votação ocorre das 8h às 17h, no horário de Brasília, e quem estiver na fila no momento do fechamento mantém o direito de votar.
A sequência é definida pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e aparece automaticamente na tela do equipamento. O eleitor não escolhe por onde começar: a urna abre no cargo de deputado federal e só avança para o próximo depois que o voto anterior é confirmado.
A ordem dos votos e quantos números digitar
A quantidade de dígitos muda conforme o cargo, e é aí que costuma nascer a confusão na cabine. Nas eleições gerais deste ano, a sequência é a seguinte:
- Deputado federal: quatro dígitos
- Deputado distrital: cinco dígitos (nos estados, o cargo equivalente é o de deputado estadual)
- Senador (primeira vaga): três dígitos
- Senador (segunda vaga): três dígitos
- Governador: dois dígitos
- Presidente da República: dois dígitos
São duas vagas em disputa para o Senado nesta eleição, o que obriga o eleitor a digitar dois números diferentes de três dígitos em sequência. Repetir o mesmo número nas duas telas anula uma das escolhas, porque o sistema não aceita voto duplicado para o mesmo candidato.
Depois de cada número digitado, a tela exibe a foto, o nome completo, o cargo em disputa e o partido do candidato. É o momento de conferir se o número corresponde a quem o eleitor pretende votar, antes de apertar a tecla verde.
A pausa de um segundo antes de confirmar
Desde as eleições de 2022, a urna tem um bloqueio de segurança: a tecla “Confirma” fica inativa por um segundo enquanto a tela mostra a mensagem “Confira seu voto”. Se o eleitor apertar a tecla verde durante esse intervalo, o comando é ignorado, e basta acionar novamente depois do destravamento.
O mecanismo foi criado para evitar confirmações apressadas, em que a pessoa aperta o verde por reflexo sem olhar a tela. Segundo o TSE, não é preciso esperar nenhuma mensagem adicional além dessa: a pausa serve apenas para a conferência da imagem e dos dados exibidos.
A votação termina quando a última confirmação, a do cargo de presidente da República, é registrada. A urna volta à tela inicial para o próximo eleitor.
O que levar para votar
A identificação é feita pela mesa receptora antes da entrada na cabine. São aceitos o título eleitoral, o aplicativo e-Título ou um documento oficial com foto:
- carteira de identidade (RG) ou identidade social
- passaporte ou documento de valor legal equivalente
- carteira de categoria profissional reconhecida por lei
- certificado de reservista
- carteira de trabalho
- carteira nacional de habilitação (CNH)
Para reduzir o tempo na cabine, a Justiça Eleitoral recomenda levar uma anotação em papel com os números dos candidatos organizados na ordem exata da votação, a chamada cola eleitoral.
O TSE destaca que dados históricos de eleições anteriores servem apenas como referência, já que a duração do procedimento varia de acordo com cada eleitor.
O que o eleitor do DF elege
O Distrito Federal é o único lugar do país em que o segundo cargo da urna se chama deputado distrital. A Câmara Legislativa tem 24 cadeiras, todas em disputa neste ano, e o número do candidato tem cinco dígitos, como o de deputado estadual nos demais estados.
Na bancada federal, o DF elege oito deputados, número fixo desde a primeira eleição da Câmara Legislativa. Some a isso as duas vagas de senador, o governo local e a Presidência: são seis escolhas, nenhuma delas para prefeito ou vereador, cargos que só voltam à urna na eleição municipal.
Como a eleição é geral, não há voto para cargo municipal em nenhuma das seções do país neste 4 de outubro.
O boletim de urna no fim do dia
Encerrado o horário de votação, cada urna emite o Boletim de Urna (BU), documento público impresso com o total de votos registrados naquela seção. O papel é afixado no local de votação e serve para qualquer cidadão conferir o resultado da própria seção contra o número divulgado pela Justiça Eleitoral.
O equipamento usado neste ano é o mesmo que ficou aberto à visitação pública durante a Semana Nacional da Votação, quando o TSE mostrou como o voto é registrado e contado. O SouBrasília acompanhou a abertura das urnas ao público em agosto.
Quem for mesário, trabalhar no transporte ou estiver fora do domicílio eleitoral no dia 4 de outubro precisa justificar a ausência no aplicativo e-Título ou no sistema Justifica, do TSE, dentro do prazo previsto no calendário eleitoral.








