Os táxis do Distrito Federal passaram a circular no corredor exclusivo do BRT Sul nesta quarta-feira (26), em regime experimental de 90 dias. A autorização vale para o trecho que liga Santa Maria e Gama à Epia, na altura do Park Way, e vem com uma lista de restrições que o motorista precisa cumprir para não perder o direito de usar a via.
A liberação estava marcada para o dia 20 de agosto e foi adiada pelo GDF, que precisou concluir os procedimentos técnicos de fiscalização antes de abrir a pista aos veículos. Com o ajuste pronto, o corredor que até então era reservado aos ônibus articulados amarelos do sistema passa a receber também a frota de táxi da capital.
A medida atinge diretamente quem depende do eixo sul para chegar ao Plano Piloto. Santa Maria e Gama estão entre as regiões administrativas com maior deslocamento pendular do DF, e o corredor do BRT corta justamente o gargalo da EPIA no horário de pico.
As regras que o taxista precisa seguir
A autorização não é livre. O GDF fixou limites de velocidade, janelas de horário e uma proibição categórica de parada dentro do corredor. As condições valem para todo o período de teste:
- Velocidade máxima de 60 km/h ao longo do corredor exclusivo.
- Velocidade máxima de 30 km/h na aproximação e na passagem pelas estações.
- Parada proibida em qualquer ponto do trecho de Santa Maria, Gama e Park Way.
- Com passageiro a bordo, a circulação é permitida em qualquer horário.
- Sem passageiro, o táxi só pode usar a via entre 22h e 5h.
- Embarque e desembarque ficam vedados dentro do corredor e nas estações. O passageiro precisa entrar ou sair do veículo antes da entrada ou depois da saída da via exclusiva.
O descumprimento de qualquer uma dessas condições resulta em suspensão da autorização para trafegar na via exclusiva. A fiscalização será feita 24 horas por dia por equipes de monitoramento técnico do governo, que acompanham o comportamento da frota durante todo o período de teste.
Por que o corredor foi aberto ao táxi
O corredor do BRT Sul foi projetado para dar prioridade ao transporte coletivo, com pista segregada e estações fechadas. A entrada do táxi na mesma faixa é uma tentativa de aproveitar a capacidade ociosa da via fora do pico dos ônibus, sem comprometer o tempo de viagem de quem usa o sistema.
A regra que separa os dois casos é exatamente essa: com passageiro, o táxi cumpre função de transporte e pode rodar a qualquer hora; vazio, ele só entra na madrugada, quando a frota de ônibus opera com intervalo maior. É o desenho que permite testar a convivência sem tirar velocidade do BRT.
Os 90 dias de experiência servem para medir o efeito prático da mudança. Se o monitoramento apontar interferência no tempo de percurso dos articulados ou descumprimento recorrente das condições, o GDF pode encerrar a autorização antes do prazo.
O que muda para quem pega o ônibus
Para o passageiro do BRT, nada muda na operação: as estações continuam exclusivas do sistema, e o táxi não pode parar nelas nem embarcar quem estiver na plataforma. A orientação vale também para quem chama corrida por aplicativo de táxi, já que a autorização alcança apenas os veículos com permissão de táxi do DF.
Quem for pego embarcando ou desembarcando dentro do corredor coloca o motorista em risco de perder a autorização. A recomendação é combinar o ponto de encontro antes da entrada da via ou depois da saída, nas vias marginais.
O GDF já havia comunicado a liberação em agosto e recuou às vésperas da data. Confira o que motivou o adiamento em GDF adia liberação de táxis no corredor do BRT Sul.








