Quem nasceu em julho e está no saque-aniversário do FGTS tem até 30 de setembro para retirar a parcela deste ano. Passado o prazo, o valor volta automaticamente para a conta do fundo e só fica disponível de novo no calendário de 2027.
A regra vale para todo trabalhador que optou pela modalidade. O dinheiro é liberado a partir do primeiro dia útil do mês de aniversário e permanece disponível por três meses. No caso dos aniversariantes de julho, a janela começou em 1º de julho e se encerra no último dia de setembro.
O calendário completo de 2026
Cada mês de nascimento tem a própria janela de saque. Confira as datas divulgadas pela Caixa Econômica Federal para este ano:
- Janeiro: 2 de janeiro a 31 de março
- Fevereiro: 2 de fevereiro a 30 de abril
- Março: 2 de março a 29 de maio
- Abril: 1º de abril a 30 de junho
- Maio: 4 de maio a 31 de julho
- Junho: 1º de junho a 31 de agosto
- Julho: 1º de julho a 30 de setembro
- Agosto: 3 de agosto a 30 de outubro
- Setembro: 1º de setembro a 30 de novembro
- Outubro: 1º de outubro a 30 de dezembro
- Novembro: 2 de novembro de 2026 a 29 de janeiro de 2027
- Dezembro: 1º de dezembro de 2026 a 26 de fevereiro de 2027
Quem faz aniversário em junho também está com o prazo apertado: a janela termina em 31 de agosto, ou seja, na próxima segunda-feira.
Quanto o trabalhador recebe
O valor não é o saldo inteiro da conta. O saque-aniversário paga um percentual sobre o total, mais uma parcela adicional fixa, conforme a faixa em que o saldo se encaixa:
- até R$ 500: 50% do saldo
- de R$ 500,01 a R$ 1.000: 40% mais R$ 50
- de R$ 1.000,01 a R$ 5.000: 30% mais R$ 150
- de R$ 5.000,01 a R$ 10.000: 20% mais R$ 650
- de R$ 10.000,01 a R$ 15.000: 15% mais R$ 1.150
- de R$ 15.000,01 a R$ 20.000: 10% mais R$ 1.900
- acima de R$ 20.000: 5% mais R$ 2.900
A conta considera a soma de todas as contas vinculadas do trabalhador, incluindo as de contratos antigos já encerrados.
Na prática, a diferença entre as faixas é grande. Quem tem R$ 3.000 de saldo recebe 30% mais R$ 150, o que dá R$ 1.050. Com R$ 8.000, a alíquota cai para 20% e a parcela adicional sobe para R$ 650, resultando em R$ 2.250. Já um saldo de R$ 30.000 rende 5% mais R$ 2.900, ou R$ 4.400. Quanto maior o saldo, menor a fatia liberada.
O desenho é regressivo de propósito: a modalidade foi criada para liberar dinheiro em conta a quem tem pouco depositado, sem esvaziar contas grandes de uma vez.
Como sacar e onde consultar
O caminho mais rápido é o aplicativo FGTS, com login pela conta Gov.br. Dentro do app, o trabalhador acessa o menu do saque-aniversário, escolhe a opção de indicar conta para crédito e cadastra uma conta corrente ou poupança. Feita a indicação, o depósito é processado pela Caixa. O atendimento presencial em agências também está disponível.
Vale checar o saldo antes: em contas com valor baixo, o percentual da primeira faixa pode resultar em quantia pequena, e o trabalhador precisa avaliar se compensa abrir mão da regra de saque integral na demissão.
O custo de estar no saque-aniversário
Quem adere à modalidade deixa de receber o saldo total do FGTS ao ser demitido sem justa causa. Nessa situação, recebe apenas a multa rescisória de 40%, e o restante do fundo continua retido, liberado só nas datas do calendário anual.
É possível voltar ao saque-rescisão, mas a mudança não vale de imediato: há carência de 24 meses a partir do pedido. Ou seja, quem cancelar agora só recupera o direito ao saque integral em 2028.
Na Câmara, tramitam propostas para flexibilizar o uso do fundo. Uma delas reduz para 12 meses o intervalo para usar o FGTS na amortização do financiamento imobiliário.








