Estão abertas as inscrições para uma capacitação gratuita em inteligência artificial voltada a mulheres que têm o próprio negócio. São 5 mil vagas em todo o país, com metade reservada a mulheres negras, e as aulas começam em 1º de setembro, em formato on-line.
O curso é oferecido pelo Ministério do Empreendedorismo, da Microempresa e da Empresa de Pequeno Porte em parceria com o Instituto Rede Mulher Empreendedora. A divulgação foi feita pela Agência Brasil e pela Agência Gov, do governo federal.
A formação é dividida em 10 aulas ao vivo e 10 mentorias coletivas, com material complementar. O conteúdo trata do uso de ferramentas de inteligência artificial em etapas do dia a dia de um pequeno negócio: gestão, planejamento, marketing, vendas, atendimento ao cliente, análise de dados, produtividade e inovação.
Quem pode se inscrever e como participar
Podem participar micro, pequenas e médias empreendedoras de todo o Brasil. A inscrição é feita por um formulário eletrônico disponibilizado pelos organizadores, e não há cobrança de taxa em nenhuma etapa.
Os dois órgãos que divulgaram a iniciativa não informaram a data-limite para inscrição. Quem tem interesse, portanto, deve se cadastrar o quanto antes: as vagas são limitadas a 5 mil e as aulas começam em 1º de setembro.
- Vagas: 5 mil, sendo 2,5 mil reservadas a mulheres negras
- Formato: on-line, com 10 aulas ao vivo e 10 mentorias coletivas
- Início das aulas: 1º de setembro de 2026
- Custo: gratuito
- Público: micro, pequenas e médias empreendedoras
- Promoção: Ministério do Empreendedorismo e Instituto Rede Mulher Empreendedora
Cinquenta negócios recebem capital semente
Além do curso, o programa prevê uma segunda etapa: 50 negócios participantes serão selecionados para receber recursos no formato de capital semente, destinados a colocar de pé os projetos desenvolvidos durante a formação. O valor total desse apoio e os critérios de seleção não foram divulgados nas notas oficiais.
Capital semente é o aporte feito no estágio inicial de um negócio ou de um projeto, quando a ideia já está estruturada mas ainda não gera receita suficiente para se sustentar. É a modalidade mais comum de apoio a empreendimentos de pequeno porte que precisam comprar equipamento, contratar serviço ou financiar a primeira produção.
O que o curso pode resolver na prática
Boa parte das ferramentas de inteligência artificial hoje usadas por pequenos negócios resolve tarefas que consomem tempo de quem toca a empresa sozinha: escrever descrição de produto, responder cliente fora do horário comercial, organizar planilha de custos, montar calendário de publicações ou separar dados de venda por período.
É esse o recorte da capacitação, segundo o conteúdo programático divulgado. Não se trata de formação técnica em programação, e sim de aplicação das ferramentas na gestão de uma empresa que já existe. As mentorias coletivas, previstas em dez encontros, servem para tirar dúvida sobre a aplicação em cada tipo de negócio.
O Distrito Federal tem forte presença de negócios liderados por mulheres nos setores de serviços, beleza, alimentação e comércio de bairro, perfil que se encaixa no público-alvo da iniciativa. Como o curso é on-line e nacional, não há reserva de vagas por unidade da federação.
Outras formações gratuitas em IA
A capacitação se soma a outras ofertas públicas na área. Na semana passada, o Ministério da Educação abriu nove cursos gratuitos de inteligência artificial para professores da rede pública, pela plataforma Avamec. Leia também: MEC abre nove cursos gratuitos de IA para professores; veja a lista.
Vale conferir antes de se inscrever se o negócio já tem CNPJ ativo ou registro de microempreendedor individual. Programas do Ministério do Empreendedorismo costumam usar esse dado para organizar turmas e medir resultado, e ter a documentação em ordem evita perder prazo depois que a formação começa.
O ministério foi criado para concentrar as políticas voltadas a micro e pequenas empresas, faixa que responde pela maior parte dos negócios abertos no país. O Instituto Rede Mulher Empreendedora, parceiro na iniciativa, atua com formação e articulação de redes de empreendedoras desde antes da parceria com o governo federal.
Quem não conseguir vaga nesta turma deve acompanhar os canais oficiais do Ministério do Empreendedorismo e do Instituto Rede Mulher Empreendedora, que costumam anunciar novas chamadas ao longo do ano. Até a publicação desta reportagem, não havia informação sobre uma segunda turma.








