A literatura infantil produzida no Distrito Federal ganha uma mesa própria na 6ª Bienal Internacional do Livro de Brasília, na quarta-feira (19), às 19h, no Café Literário do Museu Nacional da República. O encontro “Literatura para as infâncias: os desafios que surgem quando desejamos publicar” reúne autores da cidade para discutir como se escreve para criança e, principalmente, como se publica. A entrada é gratuita.
A Bienal ocupa o Museu Nacional da República, na Esplanada dos Ministérios, de segunda-feira (17) a domingo (23). A organização estima receber cerca de 30 mil pessoas nos sete dias, com palestras, debates, lançamentos, oficinas, apresentações musicais e atividades educativas. O tema desta edição é “Ler o Amanhã”, e o evento retorna ao calendário da capital depois de quatro anos parado.
Quem senta à mesa de quarta-feira
A jornalista e escritora Marina Marquez, autora de “Quando a Saudade Aperta”, é uma das participantes. Ela trata a mesa como reconhecimento de quem escreve na capital.
“Poder falar sobre a literatura que fazemos em casa, em uma Bienal que abre espaço para os autores daqui, é muito especial”
Também participa Íris Borges, escritora de literatura infantojuvenil e presidente do Instituto Casa de Autores, com mais de 50 livros publicados. Ela fundou a Arco-Íris Distribuidora de Livros, que completa 50 anos em 2026. Para Íris, o encontro responde a uma dúvida que ela ouve com frequência de escritores estreantes.
“Este encontro poderá ser um momento para respostas a uma pergunta recorrente que recebo: ‘Eu escrevi um livro. E agora, como faço para publicar?'”
O escritor Cristiano Paulo, também de literatura infantil, completa a mesa.
Por que a discussão sobre publicar importa
O gargalo apontado pelos autores não é a escrita, e sim o caminho até a livraria. Quem escreve para criança no DF esbarra em custos de ilustração, tiragem e distribuição, itens que pesam mais no livro infantil do que em outros gêneros, porque o produto depende de projeto gráfico e de impressão colorida. A mesa foi montada para tratar dessas etapas com quem já passou por elas.
O recorte também tem efeito prático para as famílias que visitarem a feira. A programação infantil costuma ser a porta de entrada de leitores que ainda não escolhem sozinhos o que ler, e é nela que o professor da rede pública encontra material para levar à sala de aula.
A criança tem eixo próprio na programação
A Bienal organizou a grade em seis eixos temáticos. Um deles, “Criança: Ler o Mundo”, concentra as atividades voltadas ao público infantil. Os demais são “Autores: Vozes do Amanhã”, “Multimeios: Conexões do Futuro”, “Música: O Som da Leitura”, “Mercado: Economia Criativa e Livro” e “HQ: Universo em Quadrinhos”.
A curadoria mistura nomes nacionais e produção local. Entre os convidados anunciados estão Djamila Ribeiro, Leonardo Boff, Gabriel O Pensador e Criolo. A programação também reserva espaço para artistas, escritores, ilustradores, músicos e representantes da cadeia cultural do Distrito Federal, segmento que raramente aparece em feira de porte nacional.
Os ingressos são gratuitos e distribuídos pela plataforma Sympla. A recomendação da organização é retirar com antecedência as atividades com lotação limitada, caso das mesas realizadas no Café Literário.
Serviço
- Mesa “Literatura para as infâncias”: quarta-feira (19), às 19h, no Café Literário
- Participantes: Marina Marquez, Íris Borges e Cristiano Paulo
- Bienal Internacional do Livro de Brasília: de 17 a 23 de agosto
- Local: Museu Nacional da República, Esplanada dos Ministérios
- Entrada: gratuita, com ingressos pela plataforma Sympla
- Tema da edição: “Ler o Amanhã”
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