O Senado Federal entregou ao Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios, na quinta-feira (13), cinco cartas restauradas do ex-presidente Juscelino Kubitschek. Os documentos foram escritos ao motorista e amigo pessoal Geraldo Ribeiro e vão integrar uma mostra aberta ao público em 21 de agosto, no Memorial do TJDFT.
O conjunto reúne quatro cartas manuscritas e uma datilografada, que somam 12 folhas. O tratamento técnico levou um mês e foi executado pelo Núcleo de Preservação de Acervos Físicos, o NPreserva, ligado à Secretaria de Gestão da Informação e Documentação do Senado.
A restauração de papel dessa idade envolve higienização, correção de rasgos, estabilização da acidez e acondicionamento em material neutro. O objetivo é interromper a degradação sem alterar o suporte original nem a tinta, o que exige intervenção manual folha a folha.
Quem era Geraldo Ribeiro
Geraldo Ribeiro foi motorista pessoal de Juscelino Kubitschek por 36 anos. Acompanhou o então presidente na mudança do Rio de Janeiro para Brasília e o visitou durante o período de exílio em Paris.
Ele morreu junto com JK no acidente automobilístico de 22 de agosto de 1976, na Rodovia Presidente Dutra. A proximidade entre os dois é o que dá valor documental à correspondência, que registra a rotina do ex-presidente fora dos gabinetes.
“Restaurar essas cartas é motivo de grande orgulho e responsabilidade, pois vai além de preservar a memória do presidente Juscelino Kubitschek”, afirmou a servidora Charlleny dos Santos, responsável pelo trabalho.
O NPreserva é gerido por Cristiane Tinoco Mendonça Coscrato. A Secretaria de Gestão da Informação e Documentação do Senado, a Sgidoc, é dirigida por Daliane de Sousa.
A mostra no Memorial do TJDFT
As cartas passam a integrar o acervo do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios e serão exibidas na mostra temporária “JK: entre cartas e caminhos”. A abertura está marcada para 21 de agosto, no Memorial TJDFT.
A data se aproxima do aniversário do acidente que matou JK e Geraldo Ribeiro, em 22 de agosto de 1976. O tribunal apresenta a exposição como parte do trabalho de preservação do patrimônio cultural sob sua guarda.
- O que foi restaurado: cinco cartas, sendo quatro manuscritas e uma datilografada
- Volume: 12 folhas
- Tempo de trabalho: um mês
- Responsável técnico: Núcleo de Preservação de Acervos Físicos do Senado
- Entrega ao TJDFT: quinta-feira, 13 de agosto de 2026
- Mostra: “JK: entre cartas e caminhos”, a partir de 21 de agosto, no Memorial TJDFT
Brasília concentra acervos ligados à construção da capital em instituições como o Memorial JK, o Arquivo Público do DF e os memoriais dos tribunais. Documentos privados de personagens centrais desse período costumam chegar ao poder público por doação de familiares, o que amplia o material disponível para pesquisa.
Correspondência pessoal tem peso próprio nesse tipo de acervo. Discursos e atos oficiais já estão registrados em diários e anais, enquanto cartas trocadas com pessoas do círculo próximo trazem informação que não aparece em documento público, como deslocamentos, decisões cotidianas e o tom da relação entre remetente e destinatário.
A conservação desse material depende de condições de guarda. Papel exposto a variação de umidade, luz direta e poeira perde resistência com o tempo, e o dano se acelera quando há fitas adesivas ou grampos metálicos aplicados em reparos improvisados ao longo das décadas.
O Memorial do TJDFT divulgará horários de visitação e condições de acesso na abertura da mostra. Confira também outras atrações culturais em cartaz em Brasília.
Perguntas frequentes
Quantas cartas de JK foram restauradas?
Foram cinco cartas, quatro manuscritas e uma datilografada, que somam 12 folhas. O trabalho levou um mês e foi feito pelo Núcleo de Preservação de Acervos Físicos do Senado Federal.
Para quem JK escreveu as cartas?
Para Geraldo Ribeiro, seu motorista pessoal por 36 anos e amigo próximo. Geraldo acompanhou JK na mudança do Rio de Janeiro para Brasília e morreu com ele no acidente de 22 de agosto de 1976, na Rodovia Presidente Dutra.
Quando e onde as cartas poderão ser vistas?
As cartas integram a mostra temporária “JK: entre cartas e caminhos”, com abertura marcada para 21 de agosto de 2026, no Memorial do TJDFT, em Brasília.







