Mulher tem queimadura após incêndio em casa com crianças em São Sebastião

agosto 12, 2026
Chamas alaranjadas em close contra fundo escuro

Uma mulher teve queimaduras de primeiro grau depois que um colchão pegou fogo dentro de uma casa no bairro São José, em São Sebastião, na tarde desta terça-feira (11). Duas crianças estavam no imóvel no momento do incêndio, segundo o Corpo de Bombeiros Militar do Distrito Federal.

O fogo ficou restrito a um cômodo e não se espalhou pela residência, informou a corporação. As causas do incêndio são desconhecidas, e os bombeiros não apontaram origem elétrica nem uso de material inflamável até a publicação desta reportagem.

Quatro pessoas atendidas na ocorrência

Além da mulher, que recebeu atendimento do Samu pelas queimaduras, um menino sofreu queda durante a saída da casa e ficou com edema na cabeça. Uma menina também estava no imóvel. Um homem que entrou na residência para ajudar no resgate inalou grande quantidade de fumaça e precisou de atendimento.

Os feridos foram encaminhados a unidades hospitalares. O SouBrasília não identifica as crianças envolvidas em ocorrências.

Depois de conter as chamas, as equipes fizeram a ventilação do imóvel para retirar a fumaça acumulada. Esse procedimento é padrão em incêndio residencial: a fumaça carrega monóxido de carbono e continua oferecendo risco mesmo depois que o fogo é apagado.

Por que colchão é um dos itens mais perigosos em incêndio doméstico

Espuma de poliuretano, presente na maioria dos colchões, queima rápido e libera fumaça densa e tóxica em poucos minutos. É por isso que uma ocorrência aparentemente pequena, restrita a um cômodo, produz mais vítimas por inalação do que por queimadura.

Ponta de cigarro, vela acesa, aquecedor encostado na cama e carregador de celular sob o travesseiro estão entre as origens mais comuns desse tipo de incêndio. Em nenhum desses casos o fogo começa com chama alta: ele avança devagar, sem ser notado, até atingir a espuma.

A fumaça é a parte mais perigosa. Ela sobe, ocupa o teto e desce até a altura da respiração em poucos minutos, e nesse intervalo a visibilidade dentro de casa cai a quase zero. Quem tenta atravessar um corredor tomado por fumaça costuma perder a orientação mesmo em ambiente conhecido, e é aí que a maioria das vítimas fica presa.

Foi o que aconteceu com o homem que entrou na residência do São José para ajudar. A atitude é comum, mas o Corpo de Bombeiros orienta o contrário: quem não tem equipamento de proteção respiratória não deve entrar em ambiente com fumaça, nem para retirar outra pessoa. O correto é sinalizar a posição da vítima à equipe de resgate.

O que fazer se um cômodo pegar fogo

  • Tire todo mundo de casa antes de tentar apagar qualquer coisa;
  • Feche a porta do cômodo em chamas para conter a propagação e a fumaça;
  • Ligue para o 193, número do Corpo de Bombeiros, e informe o endereço completo e se há pessoas presas;
  • Não volte para dentro para buscar objetos ou documentos;
  • Se houver fumaça no caminho de saída, abaixe o corpo e se desloque rente ao chão;
  • Corte a energia no quadro geral apenas se o disjuntor estiver fora da área atingida.

Período seco aumenta o risco

Brasília atravessa o auge da estiagem. A umidade relativa do ar tem ficado abaixo dos 30% considerados seguros, e no dia 10 de agosto a estação da Ponte Alta, no Gama, registrou 13%. Ar seco acelera a combustão de tecidos, papel e espuma e reduz o tempo entre o início do fogo e a tomada do cômodo.

Nesse período, o CBMDF orienta a redobrar a atenção com fontes de calor dentro de casa e a não deixar velas, incenso ou repelente elétrico acesos em quartos sem ventilação. A recomendação vale principalmente à noite, quando um foco pequeno pode avançar sem que ninguém perceba.

Há ainda um fator elétrico. Na estiagem, o uso de ventilador e de umidificador se estende por mais horas do dia, e a sobrecarga em extensões e benjamins ligados na mesma tomada aquece o fio até derreter o isolamento. Instalação antiga, sem disjuntor por circuito, é a que apresenta maior risco.

Queimadura de primeiro grau: o que é

É a lesão mais superficial, restrita à camada externa da pele. Provoca vermelhidão, dor e sensibilidade ao toque, mas não forma bolha nem exige, na maioria dos casos, internação. O tratamento imediato é resfriar a área com água corrente em temperatura ambiente por alguns minutos.

O que não deve ser feito é o oposto do que a crença popular manda: nada de gelo direto na pele, pasta de dente, manteiga, borra de café ou pomada sem prescrição. Esses materiais retêm calor, aumentam o risco de infecção e atrapalham a avaliação médica da profundidade da lesão.

O SouBrasília acompanha as ocorrências de fogo no DF nesta temporada. Nesta semana, um incêndio de grande proporção atingiu a reserva do Zoológico de Brasília e mobilizou aeronave do CBMDF.

Perguntas frequentes

Onde foi o incêndio?

Em uma residência do bairro São José, em São Sebastião, na tarde de 11 de agosto de 2026. O fogo começou em um colchão e ficou restrito a um cômodo.

Quantas pessoas ficaram feridas?

Uma mulher teve queimaduras de primeiro grau, um menino sofreu queda com edema na cabeça e um homem que ajudou no resgate inalou grande quantidade de fumaça. Todos foram encaminhados a unidades hospitalares.

Qual foi a causa do incêndio?

As causas são desconhecidas, segundo o Corpo de Bombeiros Militar do Distrito Federal. A corporação não apontou origem elétrica nem uso de material inflamável.

Qual o telefone do Corpo de Bombeiros no DF?

O 193 atende ocorrências de incêndio, resgate e salvamento no Distrito Federal, 24 horas por dia. Informe o endereço completo e se há pessoas presas no imóvel.

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