Uma mulher de 42 anos foi atacada e enforcada por um homem no pilotis do prédio onde mora, no Sudoeste, na manhã de sexta-feira, 7 de agosto. Ela aguardava um carro de aplicativo quando foi derrubada. O agressor fugiu correndo e não levou nenhum objeto.
O caso é apurado pela 3ª Delegacia de Polícia, do Cruzeiro, sob a tipificação de lesão corporal. Até a última atualização do registro, o suspeito não havia sido identificado e não houve prisão.
As imagens das câmeras de segurança do condomínio mostram o homem correndo em direção à moradora, agarrando o pescoço dela e derrubando-a no chão. Em seguida, ele sai correndo do local.
O que a vítima relatou
Segundo o relato da moradora, ela perdeu momentaneamente os sentidos após ser derrubada. Sofreu lesões no pé e nas costelas, além de escoriações no rosto e no pescoço e sangramento nasal. Foi avaliada pelo Samu no próprio local e liberada.
A mulher afirmou que não reconheceu o agressor e que descarta motivação de roubo, já que nenhum pertence dela foi levado. Para ela, o homem poderia estar sob efeito de entorpecentes ou em surto psicótico. A hipótese não foi confirmada pela polícia, que segue com a apuração.
O ataque em área comum de bloco residencial no Plano Piloto tem um agravante prático: o pilotis é espaço aberto, de circulação livre entre a quadra e a portaria, e costuma ser o ponto onde o morador espera transporte por aplicativo. É também onde a câmera do condomínio, quando existe e está posicionada corretamente, entrega a prova.
Como registrar e o que fazer
Nos casos de agressão em via pública ou área comum de condomínio, o registro de ocorrência é o passo que abre a investigação e permite requisitar as imagens do circuito interno antes que sejam sobrescritas. A maioria dos sistemas de condomínio guarda a gravação por poucos dias.
- 190: acionamento imediato da Polícia Militar em situação de risco.
- 192: Samu, para atendimento pré-hospitalar quando há lesão.
- Delegacia de circunscrição: registro presencial da ocorrência de lesão corporal.
- Delegacia Eletrônica da PCDF: registro on-line para casos sem prisão em flagrante e sem necessidade de perícia imediata.
- Exame de corpo de delito no IML: materializa a prova da lesão e é requisitado pela delegacia.
A orientação padrão nesse tipo de ocorrência é preservar as roupas usadas no momento do ataque, fotografar as lesões com data e solicitar à administração do condomínio a cópia das imagens no mesmo dia, por escrito.
O caso é investigado como lesão corporal pela 3ª DP, do Cruzeiro. Até a última atualização, não houve prisão e o suspeito não foi identificado.
A suspeita de surto psicótico levantada pela vítima aproxima o episódio de outra discussão em curso no Distrito Federal. O DF está desativando a única ala psiquiátrica do sistema prisional, por determinação do Conselho Nacional de Justiça, e enfrenta falta de vagas na rede de atenção psicossocial para receber pessoas com transtorno mental que respondem a processo criminal, como mostra reportagem sobre o caso do homem que esfaqueou uma criança na Estrutural.
A investigação da 3ª DP segue em andamento. Moradores que tenham imagens do entorno da quadra no horário do ataque podem apresentá-las diretamente na delegacia, o que amplia o rastreamento do trajeto de fuga.
Perguntas frequentes
Qual delegacia apura o caso?
A 3ª Delegacia de Polícia, do Cruzeiro, que atende a circunscrição do Sudoeste. O caso foi registrado como lesão corporal.
Houve prisão?
Não. Até a última atualização do registro, o suspeito não havia sido identificado e ninguém foi preso.
O que a vítima sofreu?
Lesões no pé e nas costelas, escoriações no rosto e no pescoço e sangramento nasal. Ela foi avaliada pelo Samu no local e liberada.








