O Superior Tribunal de Justiça (STJ) decidiu nesta terça-feira (14) abrir um processo administrativo disciplinar (PAD) contra o ministro Marco Buzzi, acusado de assédio sexual. A decisão foi aprovada por unanimidade pelo plenário do tribunal, após uma comissão de sindicância interna recomendar a abertura do processo. O ministro está afastado de suas funções desde que o caso veio a público.
Marco Buzzi é acusado de ter tentado agarrar uma jovem, filha de um casal de amigos, durante um banho de mar em Balneário Camboriú, no litoral de Santa Catarina, em janeiro de 2026. Após o episódio ganhar repercussão, uma ex-funcionária terceirizada do gabinete do ministro também relatou ter sido alvo de assédio sexual durante o período em que trabalhou na corte.
Na mesma data, o ministro Nunes Marques, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou a abertura de um inquérito criminal para apurar o caso na esfera penal. Por ser ministro do STJ, Marco Buzzi tem foro privilegiado no Supremo Tribunal Federal, o que determina que eventuais ações criminais contra ele sejam processadas na corte máxima do país.
A abertura do PAD no STJ corre em paralelo à investigação criminal autorizada pelo STF. Os dois processos — o administrativo disciplinar e o criminal — tramitam de forma independente, podendo resultar em consequências distintas para o ministro, desde sanções funcionais até eventual responsabilização penal.








