Os banheiros da plataforma superior da Rodoviária do Plano Piloto reabriram na manhã desta quinta-feira (13/8) depois de reforma. Os sanitários feminino, masculino e o destinado a pessoas com deficiência voltaram a funcionar com o dobro de cabines e climatização.
A obra foi executada pela Concessionária Catedral, que administra o terminal. O grupo assumiu a operação em junho de 2025, em contrato que prevê cerca de R$ 120 milhões em recuperação, modernização e manutenção do equipamento ao longo da concessão. O diretor da concessionária é Enrico Capecci.
O que mudou nos sanitários
A intervenção foi além da troca de louças. O número de boxes dobrou: os banheiros feminino e masculino passaram a ter seis compartimentos cada um. Todas as pias e torneiras foram substituídas e receberam dispositivos antivandalismo, item que responde ao histórico de depredação no terminal.
- Seis cabines em cada banheiro, o dobro do que havia antes da obra.
- Climatizadores instalados nos ambientes.
- Fechaduras de segurança nas portas, para conter vandalismo.
- Pias e torneiras novas, também com dispositivos antivandalismo.
- Ganchos para pertences pessoais dentro dos boxes.
- Fraldário e espaço para maquiagem, com espelho e iluminação ampla, no banheiro feminino.
A iluminação dos ambientes também foi refeita. O conjunto de mudanças mira dois problemas antigos do terminal: fila em horário de pico e depredação de equipamentos.
Por que isso importa para quem usa o terminal
A Rodoviária do Plano Piloto é o centro do sistema de transporte do Distrito Federal. Pelo terminal passam linhas que ligam o Plano Piloto às regiões administrativas e ao Entorno, e a estação Central do Metrô fica no mesmo complexo. Segundo a concessionária, mais de 700 mil pessoas circulam pelo equipamento por dia.
Em um terminal desse porte, banheiro é infraestrutura básica, não conforto adicional. Quem faz baldeação entre ônibus e metrô, quem espera linha do Entorno e quem trabalha no comércio interno depende do serviço todos os dias.
O estado de conservação dos sanitários era queixa recorrente de passageiros e de permissionários. A reforma entregue nesta quinta atinge a plataforma superior, onde fica parte relevante do fluxo de embarque.
O que vem depois da concessão
A administração privada do terminal começou em junho de 2025 e reorganizou a rotina de manutenção do equipamento, antes a cargo do poder público. O contrato de concessão prevê intervenções em etapas, com recuperação de estrutura, modernização de instalações e manutenção continuada.
Nos meses anteriores, a concessionária já havia liberado outros sanitários reformados no complexo. A empresa não divulgou o valor específico investido nesta etapa nem o cronograma das próximas entregas.
Para o passageiro, a orientação prática segue a mesma: em horário de pico, os banheiros da plataforma superior tendem a concentrar fila, e há sanitários em outros pontos do terminal. Reclamações sobre limpeza e funcionamento devem ser dirigidas à administração do equipamento, e questões relativas a linhas e itinerários continuam com o DFTrans e a Semob.
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Quem cuida do quê no terminal
A divisão de responsabilidades confunde o passageiro e vale registrar. A estrutura física do terminal, a limpeza, a segurança patrimonial e as obras de recuperação estão a cargo da concessionária. A operação das linhas de ônibus, os itinerários, os horários e a tarifa continuam sob responsabilidade do poder público, por meio do DFTrans e da Secretaria de Transporte e Mobilidade.
O comércio interno funciona por permissão, e os permissionários pagam pelo espaço à administração do terminal. A estação Central do Metrô, no mesmo complexo, é operada pelo Metrô-DF e não integra o contrato de concessão da Rodoviária.
A Rodoviária foi inaugurada em 1960, é tombada como parte do conjunto urbanístico de Brasília e recebeu obras de restauro em diferentes momentos. Qualquer intervenção precisa observar as regras de preservação do conjunto tombado, o que limita alterações de fachada e de estrutura.
Perguntas frequentes
Quais banheiros foram reformados?
Os sanitários feminino, masculino e o destinado a pessoas com deficiência da plataforma superior da Rodoviária do Plano Piloto, reabertos na manhã de 13 de agosto de 2026.
O que mudou nos banheiros?
O número de cabines dobrou, para seis em cada banheiro. Foram instalados climatizadores, fechaduras de segurança, pias e torneiras novas com dispositivos antivandalismo, ganchos nos boxes, fraldário e espaço para maquiagem no feminino.
Quem executou a obra?
A Concessionária Catedral, que administra o terminal desde junho de 2025, em contrato que prevê cerca de R$ 120 milhões em recuperação, modernização e manutenção.
Quantas pessoas passam pela Rodoviária por dia?
Mais de 700 mil, segundo a concessionária. O terminal concentra linhas do Plano Piloto, das regiões administrativas e do Entorno, além da estação Central do Metrô.








