O ultimato dado pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ao Irã para reabrir o Estreito de Ormuz se aproxima do fim. O prazo vence entre esta segunda-feira (6) e terça-feira (7), e o Irã não deu sinais de que pretende ceder às exigências americanas. Trump ameaçou desencadear um “inferno” caso a passagem marítima não seja desbloqueada.
O que Trump ameaça fazer
Em declarações recentes, Trump afirmou que os Estados Unidos podem “explodir tudo e assumir o controle do petróleo” iraniano caso o Estreito de Ormuz continue bloqueado. Entre as ações mencionadas pelo presidente americano estão ataques a usinas de dessalinização e instalações energéticas do Irã.
O presidente americano classificou as lideranças iranianas como responsáveis pela crise e prometeu que o país pagaria caro por manter o bloqueio. “Vão viver no inferno”, declarou Trump em pronunciamento na semana passada.
Conforme noticiado pelo Sou Brasília, Trump já havia dado um ultimato de 48 horas ao Irã anteriormente, mas o prazo passou sem ação militar direta.
Irã rejeita negociações sob pressão
O governo iraniano rejeitou as ameaças de Trump e afirmou que não negociará sob intimidação. Autoridades do país prometeram aumentar as retaliações contra posições norte-americanas na região caso os EUA lancem ataques.
O Irã bloqueou o Estreito de Ormuz em 28 de fevereiro de 2026, como retaliação a ataques de Estados Unidos e Israel contra seu território. Desde então, navios americanos e israelenses estão impedidos de transitar pela passagem.
A postura iraniana eleva a tensão no Golfo Pérsico a níveis não vistos desde a Guerra do Iraque. Analistas militares alertam que qualquer ação militar americana pode desencadear uma reação em cadeia com consequências imprevisíveis.
Impacto global do bloqueio
O Estreito de Ormuz é uma das rotas marítimas mais importantes do mundo, por onde passam cerca de 20% do petróleo consumido globalmente. O bloqueio já provocou a disparada do preço do barril de petróleo, que saltou de US$ 72 para US$ 109.
A alta do petróleo pressiona a inflação em todo o mundo, incluindo o Brasil, onde os combustíveis podem sofrer novos reajustes caso a crise se prolongue. Economistas alertam para o risco de uma recessão global se o estreito permanecer fechado.
O que pode acontecer a partir de segunda
Com o vencimento do prazo, três cenários se desenham para os próximos dias:
- Ação militar dos EUA — Ataques a instalações iranianas, com risco de escalada para guerra aberta
- Nova rodada de ameaças — Trump prorroga o prazo e intensifica a retórica sem ação imediata
- Negociação mediada — Países como China e Rússia tentam mediar um acordo nos bastidores
A comunidade internacional acompanha com apreensão o desenrolar da crise, que pode definir os rumos da geopolítica global nos próximos meses.








