Pé-de-Meia para todo o ensino médio público começa em março, diz ministro
Barchini diz que o Pé-de-Meia vai a todos os alunos do ensino médio público em março de 2027 e detalha a bolsa de R$ 700 do Pé-de-Meia Universitário.

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O ministro da Educação, Leonardo Barchini, afirmou na quarta-feira, 4, que o Pé-de-Meia passa a valer para todos os alunos do ensino médio público a partir de março de 2027, quando começam as aulas da rede pública. Hoje só recebe quem pertence a família inscrita no CadÚnico.
Barchini deu a informação no programa Bom Dia, Ministro, do Canal Gov, da EBC. Ele disse que os estudos para definir como implementar a mudança começaram e que a expectativa é concluí-los em 30 dias.
Quem recebe o Pé-de-Meia hoje e o que muda em 2027
Até o anúncio, as regras seguem as atuais: o aluno precisa estar matriculado no ensino médio público e fazer parte de família do CadÚnico. O ministro disse que a universalização corrige uma distorção dentro da sala de aula. "Às vezes, 20 estudantes recebem, quatro a cinco não recebem", afirmou. Segundo ele, isso gerava "uma competição adversa" entre os alunos.
A versão escolar do programa existe desde 2024 e pode pagar até R$ 9,2 mil por estudante que cumprir todos os critérios de frequência e conclusão. Calendário, valor de cada parcela e consulta do benefício estão na página fixa do SouBrasília sobre o Pé-de-Meia, atualizada em 4 de novembro. Enquanto a lei não mudar, quem já recebe continua com o calendário atual.
Como será o Pé-de-Meia Universitário
O ministro também confirmou a previsão de começar o Pé-de-Meia Universitário em 2027. A nova etapa terá foco na permanência de estudantes de graduação em universidades públicas cadastrados no CadÚnico. O MEC está na fase final do desenho do programa, depois de quatro anos de análises, segundo a Agência Brasil.
| Parte do benefício | Valor previsto | Como funciona |
|---|---|---|
| Bolsa | R$ 700 por mês | Dez meses ao longo do ano letivo |
| Poupança | R$ 250 por mês | Dez meses, com o valor retido |
| Resgate final | R$ 10 mil, mais correção pela inflação | Saque ao concluir a graduação em quatro anos |
A contrapartida é permanecer na universidade e concluir o curso no prazo. Barchini explicou que o perfil mudou: há 20 anos dois terços dos alunos das federais vinham da rede privada, e hoje dois terços vêm de escola pública. "Acessar é uma das etapas que esse estudante vence, mas permanecer é uma outra batalha igualmente difícil", disse.
O que o MEC diz que o programa já entregou
Barchini citou números do Pé-de-Meia escolar entre 2022 e 2025: o abandono no ensino médio público caiu 61%, a reprovação caiu 62% e a distorção idade-série, que mede o atraso escolar, caiu 28%. O programa recebeu R$ 24 bilhões em recursos federais para atender cerca de 7,4 milhões de estudantes de baixa renda entre 2024 e 2026. São dados do ministro, repetidos pela Agência Brasil sem checagem independente.
O que falta saber e o que acompanhar
A reportagem da Agência Brasil não traz o texto que amplia o público do Pé-de-Meia nem o valor da parcela para os alunos que hoje ficam de fora. Ela também não informa se a mudança exigirá projeto de lei, e levantamento da Folha de S.Paulo publicado em 1º de novembro apontava que ampliar o público depende de alteração na lei. Esse cálculo de custo está na matéria do SouBrasília sobre as promessas na educação, que estima cerca de R$ 5 bilhões a mais por ano só para universalizar o ensino médio.
O próximo marco é o resultado do estudo de implementação, que o ministro espera concluir em cerca de 30 dias, ou seja, no início de dezembro. Quando o governo publicar a regra, o SouBrasília atualiza a página do Pé-de-Meia com o calendário e o público de cada etapa.






