ter, 3 nov

Passagens subterrâneas da Epig têm fundações prontas e custam R$ 17,3 milhões

Quatro túneis de pedestres na Epig já têm fundações e lajes prontas; obra e remanejamento da Caesb somam R$ 17,28 milhões. A nota não dá data de entrega.

Por Redação Sou Brasília 3 min de leitura
Vista aérea de obra viária com guindaste e vigas de concreto, em imagem ilustrativa
Foto: Rodolfo Gaion/Pexels (ilustrativa)
Neste texto4 tópicos
  1. Quanto custa e quem paga cada parte da obra?
  2. Onde ficam os túneis e como são feitos?
  3. O que muda na água e no esgoto?
  4. Como atravessar a Epig até a entrega?

As quatro passagens subterrâneas para pedestres da Epig, no Sudoeste, Cruzeiro e Octogonal, já têm fundações e lajes de cobertura prontas, segundo a Secretaria de Obras do Distrito Federal. Os dois contratos da obra, da pasta e da Caesb, somam R$ 17,28 milhões.

A informação consta de nota divulgada pela Agência Brasília nesta terça-feira (3). O texto não informa data de entrega nem de abertura ao público.

Quanto custa e quem paga cada parte da obra?

A construção dos túneis custa R$ 5,11 milhões e está a cargo da Secretaria de Obras e Infraestrutura. O remanejamento de uma adutora e de redes de esgoto, necessário para abrir as passagens, custa R$ 12,17 milhões, pagos com recursos próprios da Caesb. Desse valor, R$ 6,98 milhões vão para a rede de água e R$ 5,19 milhões para o esgotamento sanitário.

Estruturas de concreto da obra da passagem subterrânea da Epig, com a sede da Polícia Civil ao fundo
Estruturas da passagem em frente à sede da Polícia Civil do DFFoto: Agência Brasília

Onde ficam os túneis e como são feitos?

O primeiro fica em frente ao edifício-sede da Polícia Civil do DF. A partir dele, o projeto prevê uma nova passagem a cada 500 metros, no sentido do Setor de Indústrias Gráficas (SIG).

Cada túnel terá cerca de 120 metros de extensão e 5 metros de largura. Nas entradas, a abertura chega a 50 metros e dispensa curvas de 90 graus, o que dá ao pedestre visão de um lado a outro. O trecho coberto fica só sob a pista da Epig. Nos canteiros centrais, o trajeto é aberto, com luz natural de dia e iluminação pública reforçada à noite.

A obra usa o método de trincheira coberta (cut and cover), semelhante ao do Túnel Rei Pelé, em Taguatinga: primeiro se levantam paredes e laje, depois se escava por baixo. O engenheiro da Secretaria de Obras Bruno Almeida afirmou que, com a laje pronta, a escavação começa pelas entradas das travessias e o trânsito da pista segue sem interrupção ou desvio.

O que muda na água e no esgoto?

A Caesb substitui 1.044 metros de tubulação de polietileno de alta densidade e adequa 648 metros do interceptor que leva o esgoto do Cruzeiro, do Sudoeste e da Octogonal à Estação de Tratamento Brasília Sul. As redes protegidas abastecem Plano Piloto, Taguatinga, SIA, SCIA e Guará.

Os serviços usam método não destrutivo e túnel revestido, sem grandes valas. Segundo o presidente da Caesb, Luís Antônio Almeida Reis, foi construída uma rede paralela à antiga, e o abastecimento não parou. As ligações finais, disse ele, são programadas para horários de baixo consumo ou fins de semana.

Pedestre caminha ao lado de laje de concreto da obra na Epig
Laje de cobertura já concluída na EpigFoto: Agência Brasília

Como atravessar a Epig até a entrega?

Até a entrega da passagem em frente à Polícia Civil, a travessia continua em nível, por semáforos e paradas de ônibus ajustadas com a Secretaria de Transporte e Mobilidade (Semob). As passagens vão ligar o Sudoeste e a Octogonal ao Parque da Cidade e se integrar a calçadas, ciclovias e às paradas do novo corredor de BRT, também a cada 500 metros.

A Secretaria de Obras estuda incluir pequenos comércios e feiras itinerantes perto dos acessos, para dar movimento e coibir vandalismo. Novacap e Administração Regional do Sudoeste/Octogonal ficarão com a limpeza e a drenagem.

Outras obras da mesma via estão em sete anos de investimento em mobilidade no Sudoeste e na Octogonal. Sobre a desativação da faixa reversa no acesso ao bairro, leia Epig: faixa reversa é desativada.

Fonte: nota da Agência Brasília de 3/11/2026, com informações da Secretaria de Obras e da Caesb.

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