A demissão de Dorival Júnior do Corinthians neste domingo (6) elevou para 10 o número de clubes da Série A do Brasileirão que já trocaram de treinador em 2026. A cifra impressionante escancara a instabilidade do futebol brasileiro, onde metade dos 20 times da elite não manteve o técnico com quem iniciou a temporada.
Quem já caiu na Série A em 2026
A lista de trocas de técnico na Série A é extensa e inclui alguns dos maiores clubes do país. O Flamengo saiu de Filipe Luís para Leonardo Jardim. O Botafogo trocou Martin Anselmi por Franclim Carvalho. O São Paulo substituiu Crespo por Roger Machado.
O Vasco foi de Fernando Diniz para Renato Gaúcho. O Santos saiu de Vojvoda para Cuca. O Atlético-MG trocou Sampaoli por Dominguez. O Cruzeiro substituiu Tite por Artur Jorge.
Na parte de baixo da tabela, Chapecoense (Dal Pozzo por Fábio Matias) e Remo (Osório por Léo Conde) também fizeram mudanças. E agora o Corinthians, que demitiu Dorival Júnior após nove jogos sem vitória.
Por que tantas demissões
Especialistas apontam que a cultura do resultado imediato no futebol brasileiro é a principal responsável pela alta rotatividade de técnicos. A pressão de torcidas, patrocinadores e dirigentes não permite que treinadores tenham tempo para implementar seus trabalhos.
Em 10 rodadas de Brasileirão, metade dos clubes já decidiu que a solução para seus problemas passa pela troca de comando técnico. O contraste com o Palmeiras, líder isolado e com Abel Ferreira no cargo há mais de cinco anos, é revelador.
A instabilidade prejudica não apenas os clubes individualmente, mas o nível técnico da competição como um todo. Jogadores precisam se adaptar constantemente a novos sistemas táticos e filosofias de jogo.
Estabilidade x resultado imediato
O caso do Palmeiras é citado como exemplo de que a continuidade de trabalho gera resultados. Com Abel Ferreira no comando desde 2020, o Verdão coleciona títulos e lidera o Brasileirão 2026 com o melhor início de sua gest��o.
Por outro lado, clubes como o Botafogo, que trocaram de técnico e conseguiram reação imediata, argumentam que a mudança pode ser necessária quando o trabalho não funciona. O equilíbrio entre paciência e ação é o grande dilema dos dirigentes.
Histórico de trocas no Brasileirão
O número de 10 trocas em apenas 10 rodadas é um dos mais altos da história recente do Brasileirão. Em temporadas anteriores, a marca de metade dos clubes com técnico diferente costumava ser atingida apenas no segundo turno.
A tendência de antecipação das demissões preocupa analistas do futebol, que temem que o cenário piore à medida que a temporada avance e a pressão por resultados aumente com a proximidade do mata-mata de outras competições.
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