O Distrito Federal tem mais de 24 mil pessoas diagnosticadas com Transtorno do Espectro Autista (TEA), o que representa 45,3% de toda a população com deficiência cadastrada no sistema oficial (CADPCD). Os dados reforçam os desafios enfrentados pela comunidade autista na capital, especialmente nas áreas de emprego, saúde e educação.
Desafios no dia a dia
Entre os principais obstáculos relatados por pessoas autistas no DF estão:
- Emprego: dificuldade de inserção no mercado de trabalho e descumprimento das cotas por parte de empresas
- Diagnóstico tardio: muitos só recebem o diagnóstico na vida adulta, o que atrasa o acesso a terapias e suportes
- Saúde: falta de terapias essenciais como ABA (Análise do Comportamento Aplicada) e fonoaudiologia na rede pública
- Educação: suporte insuficiente para inclusão escolar
- Transporte: apesar do direito a assento preferencial, nem sempre é respeitado
A realidade de quem vive com autismo
O jornalista Luis Felipe Sales, de 24 anos, diagnosticado com autismo nível 1 (leve), exemplifica as dificuldades enfrentadas. Apesar de formado e atuante profissionalmente, ele relata barreiras no mercado de trabalho e nos serviços públicos.
Segundo a advogada especialista em direitos da pessoa com deficiência Adriana Monteiro, o atendimento prioritário e os serviços de acessibilidade existem na legislação, mas são implementados de forma inconsistente no DF.
Dia Mundial do Autismo
Os dados ganham destaque na semana do Dia Mundial de Conscientização sobre o Autismo, celebrado em 2 de abril. No DF, uma corrida inclusiva gratuita está programada para 15 de abril no Clube Almirante Alexandrino, com atividades esportivas adaptadas.








