Um levantamento divulgado pela Agência Brasil aponta que Israel atacou 129 unidades de saúde no Líbano durante os 45 dias de guerra encerrados pelo cessar-fogo de 16 de abril. Os dados combinam registros do Escritório das Nações Unidas para a Coordenação de Assuntos Humanitários (Ocha), da Organização Mundial da Saúde (OMS) e do Conselho Nacional de Pesquisa Científica do Líbano (CNRS).
Foram 100 profissionais de saúde mortos e 233 feridos, segundo os registros oficiais. Também foram destruídas 116 ambulâncias, com o fechamento completo de seis hospitais. O conflito deixou 2.294 mortos e cerca de 7.500 feridos em 45 dias, incluindo 177 crianças mortas e 704 feridas. Outras 37.800 unidades habitacionais foram destruídas no mesmo período.
O Ocha classificou os ataques como “grave violação do direito internacional humanitário”. A OMS manifestou preocupação com as ordens de evacuação de hospitais em Beirute, que interromperam o atendimento a dezenas de milhares de pacientes em estado crítico. Para o especialista em geopolítica Anwar Assi, “essa área é 100% civil; pela lei internacional, não podem ser atacados”.
O conflito começou em 2 de março de 2026 e se somou à guerra em Gaza. Líbano-brasileiros que aguardam o fim das hostilidades relataram à Agência Brasil que tentam retornar, mas enfrentam filas e destruição em áreas próximas às ligações aéreas. “Quero voltar esta semana, mas tem que diminuir a fila um pouco”, disse Hussein Melhem.








