As Forças de Defesa de Israel (IDF) afirmaram ter atacado um comandante sênior do Hezbollah e outro integrante de alto escalão no bairro de Dahiye, em Beirute, nesta terça-feira (31). A ofensiva faz parte da escalada militar israelense no Líbano.
Plano de ocupação
O ministro da Defesa de Israel, Israel Katz, declarou que as forças militares pretendem “manter o controle de segurança de toda a região até o rio Litani”, no sul do Líbano. A declaração confirma planos de ocupação territorial que seguem o modelo já aplicado em Rafah e na Faixa de Gaza.
As operações incluem ataques aéreos direcionados, demolição de casas na zona de fronteira e eliminação de combatentes e lideranças do grupo xiita.
Conflito se intensifica
O Hezbollah entrou no conflito em 2 de março para apoiar o Irã nas hostilidades contra Israel e os Estados Unidos. Desde então, Israel intensificou a ofensiva terrestre no sul do Líbano, com o objetivo declarado de garantir a segurança na fronteira norte do país.
Segundo a organização Médicos Sem Fronteiras, mais de mil pessoas já foram mortas no Líbano desde o início das operações militares israelenses na região.
Reação internacional
A escalada no Líbano ocorre em paralelo à tensão entre EUA e Europa sobre o conflito com o Irã. Nesta semana, França, Itália e Espanha negaram o uso de seu espaço aéreo para operações americanas e israelenses, aprofundando as divisões na OTAN.
O cenário no Oriente Médio segue em deterioração, sem perspectiva de cessar-fogo ou negociações diplomáticas no curto prazo.