O Ministério das Relações Exteriores de Israel divulgou, na terça-feira (17), nota oficial denunciando que o Irã direcionou mísseis a Jerusalém na noite anterior, colocando em risco alguns dos locais mais sagrados do mundo para judeus, cristãos e muçulmanos. Segundo o governo israelense, os projéteis foram interceptados, mas destroços resultantes da interceptação atingiram áreas próximas à Cidade Velha durante o período do Ramadã — mês considerado sagrado no Islã.
De acordo com o comunicado, fragmentos de mísseis foram registrados nas imediações da Mesquita de Al-Aqsa, da Igreja do Santo Sepulcro, do Monte do Templo e do entorno do Muro das Lamentações — quatro dos símbolos religiosos mais significativos do planeta, reunidos em um raio geograficamente reduzido no coração de Jerusalém.
Na avaliação do governo israelense, o episódio expõe o que chama de desprezo deliberado do regime dos aiatolás pelo patrimônio religioso mundial — inclusive pelo próprio islamismo. A chancelaria argumenta que atacar esses territórios durante o mês sagrado muçulmano representa uma contradição profunda, dado que aproximadamente 90% da população iraniana é muçulmana.
Israel reforçou ainda que, sob sua administração, há garantia de liberdade religiosa na cidade, com muçulmanos, cristãos e judeus exercendo suas práticas cotidianamente. O texto enquadra as acusações de supressão religiosa como narrativas infundadas usadas para inflamar tensões na região.
O conflito entre Israel e Irã se intensificou nas últimas semanas, com trocas de ataques que têm provocado vítimas e destruição em ambos os territórios. A escalada militar elevou a preocupação internacional sobre os riscos de um conflito de maior abrangência no Oriente Médio, especialmente em um contexto de alta sensibilidade religiosa durante o Ramadã.








