O governo do Irã afirmou que retomou o controle do Estreito de Ormuz e que a rota marítima permanece sob “gestão e controle rigorosos das Forças Armadas”, com supervisão reforçada. A declaração foi feita pelo tenente-coronel Ebrahim Zolfaghari, em comunicado divulgado neste sábado (18).
Segundo o oficial, os Estados Unidos “violaram repetidamente os compromissos acordados” e promovem “pirataria e roubo marítimo sob o pretexto do bloqueio”. Para Teerã, a presença naval americana no Oceano Índico interceptando possíveis ataques iranianos no Estreito configura descumprimento do cessar-fogo regional.
O Estreito de Ormuz é responsável pelo escoamento de cerca de 20% da produção mundial de petróleo. Qualquer restrição ao tráfego tem impacto imediato no preço do barril no mercado internacional, o que já se refletiu em pressões no câmbio e nos combustíveis em vários países, inclusive no Brasil.
No dia 16, o presidente Donald Trump anunciou um cessar-fogo de dez dias entre Líbano e Israel, exigido pelo Irã para manter as negociações com Washington. No dia seguinte, o chanceler iraniano Abbas Araghchi declarou “plena passagem comercial” pelo Estreito durante a trégua, mas a situação voltou a se deteriorar com a nova ofensiva diplomática de Trump.








